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Milho/Ceema: Milho sobe em Chicago e mercado acompanha impacto da guerra no Oriente Médio – MAIS SOJA


Comentários referentes ao período entre 06/03/2026 e 12/03/2026

As cotações do milho também subiram nesta semana, porém, em menor intensidade quando comparadas com a soja. Chicago fechou a quinta-feira (12) com o bushel do cereal valendo US$ 4,48 para o primeiro mês cotado, contra US$ 4,41 uma semana antes. A guerra no Oriente Médio influencia este mercado, porém, ainda de forma pouca intensa em Chicago.

Por sua vez, o relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado no dia 10/03, também pouco trouxe de novidades para o cereal. O mesmo não alterou os volumes de produção e estoques finais dos EUA, já indicados em fevereiro, porém, aumentou a produção brasileira para 132 milhões de toneladas e diminuiu a da Argentina para 52 milhões. Em ambos os casos a diferença é de um milhão de toneladas sobre fevereiro. Houve aumento da produção mundial de milho, com a mesma sendo estimada, agora, em 1,297 bilhão de toneladas, enquanto os estoques finais globais subiram para 292,8 milhões de toneladas.

O atraso no plantio da safrinha começa a pressionar os preços do milho para cima no país, mesmo que, por enquanto, de forma lenta. O excesso de chuvas no Centro-Oeste é uma preocupação neste sentido.

Assim, nesta semana as principais praças gaúchas se mantiveram com R$ 56,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os valores já chegam entre R$ 52,00 e R$ 69,00/saco. E na B3, o quadro é de acompanhar o comportamento altista de Chicago, mesmo que parcialmente. No meio da corrente semana o contrato março estava em R$ 71,62/saco, maio em R$ 75,30 e setembro em R$ 71,25/saco.

Dentre os principais fatores que preocupam o mercado brasileiro do milho, neste momento, estão o clima para o plantio da safrinha; a janela ideal para este plantio, a qual já foi perdida em algumas importantes regiões de produção nacional; o aumento dos preços do diesel e dos fertilizantes, com consequente aumento nos custos de produção, devido a guerra no Oriente Médio; e, evidentemente, o desenrolar da própria guerra em questão.

Fonte: Ceema



 

FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Emater/RS

agro.mt

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