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Farm Show 2026 destaca protagonismo feminino no campo

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Foto: Farm Show MT

A décima edição da Farm Show 2026 dedica a programação desta quinta-feira (12) ao público feminino com a realização da “Quinta da Mulher”. O evento, sediado em Primavera do Leste, promove palestras sobre liderança, saúde e sucessão familiar, integrando o cronograma técnico que movimenta o parque de exposições desde o início da semana. O dia reserva ainda lançamentos de tecnologia para colheita e orientações sobre o mercado financeiro para produtores.

Pela manhã, o projeto Farm Futuro e o programa “Pequenos do Agro”, da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), iniciam as atividades educativas com foco na aproximação de crianças com a realidade do campo.

No setor de capacitação, a palestra “Atuação feminina nos negócios”, ministrada por Alessandra Decicino, às 9h30, abre as discussões sobre a presença de mulheres no ambiente empresarial. Simultaneamente, o Senar-MT realiza a “Oficina da Carne”, voltada ao aproveitamento e técnicas de corte.

Programação une saúde e tecnologia

O período da tarde concentra debates sobre bem-estar e atualizações do mercado imobiliário e de máquinas. Às 16h, a especialista Fabiana Bersch discute a saúde da mulher na palestra “Climatério: quando o corpo fala e ninguém escuta”. Ainda na programação. às 16h30, o setor de maquinários ganha destaque com o lançamento de uma nova multicolhedora de forragem, projetada para culturas de milho, soja e sorgo.

Às 17h, o público poderá acompanhar a palestra “Tendências para o futuro do mercado imobiliário“. No mesmo horário, acontecem também as palestras da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), com debates sobre biodigestores para aproveitamento de biogás na suinocultura, estratégias sanitárias para controle do Mycoplasma hyopneumoniae e oportunidades de financiamento por meio do FCO.

O encerramento das atividades técnicas será marcado pela palestra “Valorização das Mulheres no Campo”, às 18h30. De acordo com a palestrante Silvia Letícia Tartari, o momento busca reforçar o papel estratégico da mulher no desenvolvimento do agronegócio regional.

A feira segue com atividades até sexta-feira (13), consolidando-se como um dos principais polos de geração de negócios e difusão de conhecimento tecnológico no interior de Mato Grosso.


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Entidades pedem aumento na mistura de biodiesel para conter preço do diesel

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Foto: Assessoria Unibio MT/Reprodução

O aumento recente no preço do óleo diesel, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, reacendeu o debate sobre a ampliação da mistura de biodiesel no combustível fóssil. A proposta central é elevar o percentual atual de 15% (B15) para 16% (B16), com projeções de chegar a 20% (B20).

A medida é vista como um mecanismo para amortecer os impactos da volatilidade do mercado internacional de petróleo nas bombas brasileiras. Atualmente, o cenário global pressiona o valor do barril, o que reflete diretamente no custo logístico nacional.

Em algumas regiões do país, o diesel já ultrapassa a marca de R$ 9,00 por litro. Em contrapartida, o biodiesel puro (B100) em Mato Grosso apresenta valores abaixo de R$ 5,70 por litro, o que torna a opção renovável competitiva diante do derivado de petróleo.

Capacidade produtiva e segurança jurídica

Para o presidente do Unibio MT, Henrique Mazzardo, o aumento da participação do biodiesel funcionaria como um contraponto estratégico, especialmente durante a colheita da safra de soja. “A maior participação do biodiesel na mistura funcionaria como um contraponto à alta do diesel fóssil, contribuindo para conter pressões inflacionárias”.

Além da questão financeira, o Brasil ainda importa cerca de 25% do diesel que consome. Essa dependência deixa o mercado interno vulnerável a oscilações cambiais e movimentos internacionais das commodities energéticas, destaca a entidade.

Segundo o diretor-executivo do UniBio MT, Alexandre Golemo, o setor possui experiência e capacidade técnica para atender ao aumento da mistura de biodiesel no diesel. “O setor possui estrutura e experiência suficientes para atender ao aumento da mistura, ainda mais diante do contexto de supersafra agrícola e da disponibilidade de matéria-prima“.

A proposta de transição para o B16 está amparada pela Lei do Combustível do Futuro. Contudo, as entidades reforçam que a mudança precisa de previsibilidade regulatória para garantir a confiança do mercado e a manutenção da qualidade do produto final.

Mazzardo destaca que a iniciativa também ajuda a cumprir metas ambientais. Conforme ele, a instituição apoia medidas que contribuam para a “melhoria da qualidade dos combustíveis e para o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na redução das emissões de gases de efeito estufa”.


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Chuva excessiva trava colheita e causa perdas de até 32% na soja em Marcelândia

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O excesso de chuva está provocando apreensão e prejuízos severos na safra de soja no extremo norte de Mato Grosso. Em Marcelândia, os produtores enfrentam transtornos que vão desde a morosidade na colheita até o aumento expressivo de custos e perdas diretas na produção. A situação acende um alerta para a economia local, que tem no agronegócio sua principal base de sustentação.

Atualmente, cerca de 35% dos 200 mil hectares cultivados no município ainda precisam ser colhidos. O volume pluviométrico já registra acumulados acima da média histórica, o que eleva o risco de novos danos no campo. A estimativa é que o acumulado chegue a 3 mil milímetros até o fim de março, superando a média do município que varia entre 1,8 mil e 2 mil milímetros.

Com o solo encharcado, as máquinas enfrentam dificuldades para avançar. Em muitas propriedades, as colheitadeiras tentam entrar nos talhões em regime de força-tarefa, mas acabam atoladas pela saturação do terreno.

Prejuízos e custos adicionais

Para o gerente de produção Vagner Batista dos Santos, a umidade constante tem gerado gastos imprevistos, como a locação de escavadeiras para auxiliar o maquinário parado. Com 95% da área colhida na propriedade, ele relata ao Canal Rural Mato Grosso um cenário crítico de avarias.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

“Temos uma perda de 32% mais ou menos de avaria. Chegou a sair carga com 28% de umidade, o dobro da ideal. Está passando da hora de colher”, afirma Vagner.

Mesmo quem já encerrou a colheita da soja, como o agricultor Alexandre Falchetti, enfrenta desdobramentos negativos. O atraso impacta diretamente a implantação do milho segunda safra, que já está com boa parte da área prevista fora da janela ideal de plantio.

Desafios logísticos e isolamento

Além das perdas no campo, a logística se tornou um obstáculo para o escoamento. Alexandre relata que a região corre o risco de ficar isolada devido às condições das estradas. A MT-320, principal via de acesso à BR-163, apresenta trechos cedendo, o que represou o fluxo de caminhões. “É um ano desafiador, hoje praticamente a gente está ilhado. Se não tiver uma atenção rigorosa do Estado sobre a MT-320, a gente acaba ficando ilhado aqui”, alerta o agricultor.

Ele ressalta ainda que a falta de armazéns agrava a situação, obrigando o produtor a enfrentar filas intermináveis e juros altos sem o suporte de crédito rural acessível. “A soja é perecível. Se você deixar três dias dentro de um caminhão em uma fila, perde qualidade, perde peso e perde dinheiro. Faz muito tempo que a gente não tem sono mais, é triste”, desabafa Alexandre.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Estado de emergência e apoio ao setor

O impacto econômico é confirmado pelo Sindicato Rural de Marcelândia. Segundo o presidente da entidade, Marcelo Cordeiro, a estimativa mínima de perda para esta safra é de 10%. Ele reforça que muitos produtores já perderam sua margem de lucro e dependem de sensibilização do poder público para honrar compromissos financeiros.

“A balança comercial depende do agro e hoje o setor passa por dificuldades. Precisamos do apoio de toda a cadeia parlamentar para não quebrar o produtor rural”, pontua Cordeiro ao Canal Rural Mato Grosso.

A gravidade do cenário levou Marcelândia, Matupá e Colíder a decretarem estado de emergência. O diretor da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Diego Bertuol, destaca que a entidade tem buscado interlocução com o Ministério da Agricultura para relatar a situação climática e o colapso logístico no norte do estado.

Para o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, a crise expõe a necessidade urgente de políticas públicas voltadas para a infraestrutura. “O outro gargalo que nós temos é a armazenagem. Sempre imploramos ao governo federal por linhas de subsídios mais fortes, ou seja, taxa de juros mais baixa, incentivos para a armazenagem como desoneração de impostos para que o Brasil e Mato Grosso sejam competitivos. Mato Grosso armazena apenas metade da sua produção, o que força um escoamento rápido e vulnerável durante a safra”, conclui.


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Abertura da Farm Show homenageia pioneiros e projeta futuro do agro em Primavera do Leste

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Foto: Farm Show MT/Divulgação

A 10ª edição da Farm Show foi aberta oficialmente na noite de segunda-feira (9), em Primavera do Leste, com um tom de retrospectiva e foco no futuro do setor produtivo. O evento, realizado no parque de exposições do município, reuniu lideranças políticas e entidades de classe para celebrar a consolidação da feira, que abre os portões ao público geral nesta terça-feira (10).

A solenidade de abertura foi marcada por homenagens a ex-presidentes do Sindicato Rural, patrocinadores e parceiros que viabilizaram a trajetória do evento na última década. Entre os anúncios da noite, o presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, Marcos Bravin, confirmou a viabilização de um projeto voltado à educação de base.

“Sempre tive um sonho voltado para as crianças, de desenvolver uma cartilha do agronegócio, para que elas possam compreender desde cedo a importância do agro para o nosso país. E este sonho vai se realizar este ano com projeto Pequenos do Agro da Famato”, afirmou Bravin.

Farm Show MT Foto Divulgação
Foto: Farm Show MT/Divulgação

Expansão e mercado

O crescimento técnico da feira nos últimos dez anos foi o ponto central do discurso de José Nardes, presidente da Farm Show. Ele relembrou que o modelo de negócios mato-grossense atraiu, inclusive, o interesse de comitivas internacionais, como representantes do estado de Illinois, nos Estados Unidos, que visitaram a estrutura no ano anterior.

“A palavra da noite é gratidão. Em dez anos, a Farm Show se tornou uma referência e motivo de orgulho para Primavera do Leste e para todo o agronegócio”, destacou Nardes ao declarar a abertura dos trabalhos.

O cenário econômico e os desafios da produção também pautaram as falas das autoridades presentes. O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Matogrosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, pontuou a relevância das feiras tecnológicas para dar suporte ao produtor em períodos de instabilidade climática ou de mercado.

A tese foi reforçada pelo deputado estadual Gilberto Cattani, que enfatizou a capilaridade do setor. “Tudo o que vestimos e tudo o que comemos vem do agro. É o agronegócio que impulsiona o Brasil e gera empregos”, pontuou.

A integração entre o poder público e o campo foi citada pelo prefeito de Primavera do Leste, Sérgio Machnic, que garantiu a continuidade do suporte municipal à inovação tecnológica. “Faça chuva ou faça sol, o produtor rural está sempre trabalhando. E a prefeitura tem o compromisso de estar junto, ajudando a construir uma Farm Show cada vez melhor”, concluiu o gestor.


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