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Ministério discute estratégias para ampliar irrigação nas lavouras gaúchas


Foto: Reprodução

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, recebeu nesta quarta-feira (11) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para discutir estratégias de ampliação da irrigação no estado como forma de reduzir os impactos das estiagens recorrentes sobre a produção agrícola do estado.

Durante a reunião, o governador apresentou o projeto Irrigação Resiliente no Rio Grande do Sul, que prevê a ampliação da área irrigada e investimentos em infraestrutura hídrica.

Segundo o Mapa, a proposta busca fortalecer a segurança hídrica e energética, ampliar a previsibilidade da produção e aumentar a capacidade de adaptação do setor agropecuário gaúcho a eventos climáticos extremos.

“A crise climática já se transformou em um problema econômico que precisa ser enfrentado de forma estruturante. O Mapa está à disposição para oferecer subsídio técnico e pareceres, porque esta é a casa do agricultor brasileiro”, afirmou Fávaro.

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O ministro também ressaltou a importância do uso racional da água e citou experiências bem-sucedidas de irrigação no país. “A irrigação é fundamental. Perguntei sobre o aquífero Guarani porque tive a oportunidade de conhecer sistemas que utilizam águas de aquíferos, tanto no oeste da Bahia quanto no Piauí, onde a irrigação tem apresentado excelentes resultados e longevidade. O uso racional da água é essencial para que esse modelo funcione”, disse.

Impactos econômicos da estiagem

Ao apresentar a proposta, o governador Eduardo Leite destacou os impactos econômicos provocados pelas estiagens recorrentes no estado. Entre 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul perdeu 48,6 milhões de toneladas de grãos.

Segundo ele, ao mesmo tempo, os produtores deixaram de faturar cerca de R$ 126,3 bilhões com culturas como arroz, milho, soja e trigo, e a economia deixou de gerar R$ 319,2 bilhões em Produto Interno Bruto, valor equivalente a aproximadamente 49% do PIB do estado em 2023.

Entre os resultados esperados com a ampliação da irrigação estão a preservação do potencial produtivo, a redução das perdas causadas por quebras de safra, o aumento da produtividade média das lavouras e a melhoria da qualidade dos grãos.

De acordo com Leite, a iniciativa também pode reduzir a dependência de cereais provenientes de outros estados, especialmente para a cadeia de proteína animal, além de contribuir para maior estabilidade econômica regional.

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