O mercado brasileiro de soja registrou uma sexta-feira (27) mais movimentada, com destaque para os portos, onde surgiram oportunidades de negócios, principalmente para entrega curta e pagamento alongado. Os preços apresentaram leve melhora em algumas regiões, em meio a um cenário de maior volatilidade na Bolsa de Chicago e oscilações do câmbio.
Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a bolsa internacional teve um dia de bastante volatilidade, com momentos de maior firmeza. Embora os prêmios tenham recuado, o movimento do dólar ajudou na formação dos preços. Ele destaca que foi uma sessão mais positiva no mercado.
A colheita da safra 2025/26 segue avançando no país, com mais de 65 milhões de toneladas já chegando ao mercado. Os fretes continuam sendo um dos principais pontos de atenção, permanecendo elevados e limitando o fôlego dos preços no interior. Na semana, o volume de negócios variou entre fraco e moderado, com produtores mais retraídos e um spread ainda mais relevante enfre ofertas e demandas.
Confira como ficaram as cotações de soja nas diferentes regiões do Brasil:
A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 38,2% da área estimada até o dia 27 de fevereiro, segundo levantamento da consultoria. Na semana anterior, o índice era de 31%. O ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, de 48,6%, e da média dos últimos cinco anos, de 43,7%.
Os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago, ampliando os ganhos da semana e do mês. As cotações atingiram o maior nível em 20 meses, impulsionadas pela expectativa de maior demanda para produção de biodiesel.
O movimento externo ajudou a compensar a pressão da entrada da maior safra da história do Brasil no mercado. Ainda há cautela em relação a um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos, que poderia ampliar as compras asiáticas de soja americana.
Na semana, os contratos com vencimento em meio acumularam alta de 1,52%. No mês, os ganhos chegaram a 8,7%.
A produção brasileira de soja 2025/26 está projetada em 177,72 milhões de toneladas, crescimento de 3,4% em relação à temporada anterior. A área deve crescer 1,5% para 48,33 milhões de hectares, enquanto a produtividade média tende a subir 3696 quilos por hectare.
O dólar comercial fechou a R$ 5,1333, com baixa de 0,10%. A sessão foi marcada por volatilidade, em dia de formação da Ptax, o que aumentou a cautela no mercado.
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