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Cesta básica fecha fevereiro com queda e alivia orçamento das famílias em Cuiabá


Após consecutivas altas da cesta básica, a última semana de fevereiro trouxe alívio para o bolso dos cuiabanos. A lista de mantimentos registrou recuo de 1,5% e atingiu o valor médio de R$ 786,37. Os dados do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT) também revelam retração de 2,95% quando comparados com o mesmo período do ano passado, quando a cesta custava R$ 810,28.

Ainda conforme análise do IPF-MT, a combinação das variações, tanto no comparativo semanal quanto no anual, sugere um cenário de inflação alimentar moderada, com menor pressão sobre o orçamento das famílias em relação ao mesmo período de 2025.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou que a forte retração semanal reflete em alívio momentâneo para as famílias cuiabanas no que diz respeito à alimentação. “Essa diminuição semanal fornece um alívio pontual às famílias e favorece o consumo, visto que sete dos 13 alimentos observados na cesta básica em Cuiabá apresentaram recuo.”

Dentre os principais itens que registraram queda de preço, a batata apresentou recuo de 13,26%. Após aumentos consecutivos no início do mês, o produto mostrou variação negativa em razão do aumento da oferta no mercado, favorecido pela redução no volume de chuvas e pela retomada do ritmo das colheitas.

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O tomate também registrou redução de 8,91%, atingindo R$ 6,36/kg na última semana de fevereiro. A queda pode estar associada à qualidade dos frutos disponíveis no mercado. Embora o período chuvoso eleve a quantidade ofertada, parte dos tomates apresenta manchas ou danos, o que pressiona os preços para baixo.

Segundo o IPF-MT, enquanto alguns itens apresentam queda expressiva, outros seguem em alta, mesmo diante das mesmas condições climáticas, evidenciando a dinâmica distinta entre os produtos da cesta básica e mantendo pressões pontuais sobre o custo médio semanal.

É o caso do feijão, que continua em alta, com aumento semanal de 2,81%, alcançando custo médio de R$ 6,90/kg. A menor produção, somada às dificuldades climáticas e à redução da área plantada, desacelerou o ritmo de colheita e reduziu a oferta, contribuindo para o aumento do preço.

agro.mt

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