A Comissão Científica do 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) concluiu a agenda técnica da próxima edição do evento, que será realizada de 22 a 24 de setembro, no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG).
A definição ocorreu durante a décima reunião do grupo, a primeira presencial, realizada em Brasília. O encontro marcou a consolidação dos conteúdos científicos que serão apresentados aos participantes.
Nesta edição, o Congresso amplia o espaço dedicado ao conhecimento técnico. Serão 12 horas de palestras científicas, frente às nove horas da edição anterior.
O evento também contará com duas plenárias técnicas, novidade que busca aprofundar debates e fortalecer a troca entre pesquisa e produção.
Segundo Rafael Galbieri, coordenador da Comissão Científica, a programação parte da realidade do campo. “Nosso foco é oferecer conteúdos estratégicos, embasados em pesquisa e que apoiem a tomada de decisão na fazenda”, afirma.
A agenda técnica foi construída ao longo de seis meses, com foco nas principais dificuldades enfrentadas pelo produtor de algodão.
Entre os temas confirmados estão fisiologia do algodoeiro, resiliência produtiva, inovação sustentável frente aos desafios climáticos, além de questões como bicudo-do-algodoeiro, manejo integrado, pragas, doenças e estratégias para aumento da produtividade.
A proposta é transformar conhecimento científico em soluções aplicáveis à lavoura.
Os trabalhos científicos ocuparão posição central na programação. De acordo com Odilon Reny Silva, pesquisador da Embrapa Algodão e membro da Comissão Científica, esses estudos sustentam o avanço da cotonicultura brasileira.
“Eles permitem a difusão dos conhecimentos gerados nos últimos dois anos, promovem a integração entre pesquisa e lavoura e ajudam a identificar desafios e tendências”, explica.
A submissão de trabalhos estará aberta de 1º de abril a 11 de junho. Poderão participar estudantes, pesquisadores, consultores, técnicos, profissionais da indústria e produtores rurais.
Os estudos concorrerão a premiações, conforme critérios disponíveis no site oficial do Congresso.
Segundo Silva, a Comissão Científica adota critérios técnicos rigorosos para aprovação dos trabalhos.
Serão analisados grau de inovação, relevância científica, benefícios econômicos e ambientais e aplicabilidade prática.
Os trabalhos estarão distribuídos em áreas como Produção Vegetal, Agricultura Digital e Inteligência Artificial, Colheita e Qualidade de Fibra, Controle de Pragas, Fitopatologia, Melhoramento Vegetal, Biotecnologia e Socioeconomia.
“Ao integrar os trabalhos científicos à programação técnica, conseguimos transformar conhecimento em impacto real no campo”, conclui.
O Congresso Brasileiro de Algodão é realizado a cada dois anos e reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças do setor.
A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição e workshops, consolidando o evento como principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional.
O post Bicudo, clima e inovação: Congresso de Algodão aposta em ciência aplicada à lavoura apareceu primeiro em Canal Rural.
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