Os preços de soja oscilaram entre estáveis a mais baixos nesta sexta-feira (20) no mercado brasileiro, refletindo o recuo dos contratos na Bolsa de Chicago e a desvalorização do dólar. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a volatilidade marcou o dia, mas o movimento de baixa nas referências externas acabou pressionando as cotações no interior e nos portos.
A comercialização permaneceu limitada a pequenos volumes, padrão que se repetiu ao longo da semana. As melhores ofertas apareceram na parte da manhã, mas o spread entre compra e venda ainda é considerado elevado. A expectativa é de que os negócios ganhem ritmo nas próximas semanas, à medida que a colheita avance.
A colheita da safra 2025/26 está em 31% da área estimada até 20 de fevereiro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 19,3%. Apesar do avanço, o ritmo segue abaixo do mesmo período do ano passado, quando atingia 37,6%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 33,9%.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros fecharam em baixa, reduzindo os ganhos acumulados na semana para cerca de 0,4%. O mercado acompanhou a possibilidade de retomada das compras chinesas e a decisão da Suprema Corte dos Estados que considerou ilegal o tarifaço aplicado pelo governo de Donald Trump. O cenário climático na América do Sul, com previsão de continuidade das chuvas no Brasil também é um fator que segue no radar.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sinalizou aumento na área destinada À soja na próxima safra, em detrimento do milho, conforme dados apresentados no Fórum Anual do órgão.
As exportações líquidas norte-americanas da temporada 2025/2026 somaram 798.200 toneladas na semana encerrada em 12 de fevereiro, com a China como líder as aquisições. Para 2026/2027, foram registradas 66.000 toneladas, dentro das expectativas do mercado.
Nos contratos futuros, a soja com entrega em março fechou a US$ 11,37 1/2 por bushel, com queda de 2,75 centavos de dólar. A posição maio encerrou a US$ 11,53 1/4 por bushel, também com recuo de 2,75 centavos.
Entre os subprodutos, o farelo março subiu para US$ 309,80 por tonelada, enquanto o óleo março caiu para 58,92 centavos de dólar por libra peso.
No câmbio, o dólar comercial fechou a R$ 5,1754 para venda, com baixa de 0,99% no dia e recuo acumulado de 1,03% na semana. O movimento acompanhou o ambiente externo após a divulgação de dados da economia norte-americana e a decisão judicial sobre as tarifas comerciais.
O post Acabou a semana: veja como ficaram as cotações de soja em dia de fim de ‘tarifaço’ apareceu primeiro em Canal Rural.
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