Já em ritmo de Carnaval, o mercado brasileiro de soja praticamente travou nesta sexta-feira, marcada por poucas ofertas e ausência de grandes movimentos. As cotações ficaram mistas, com pequenas variações ao longo do dia.
A avaliação é do analista de soja da equipe de Inteligência de Mercado da Safras & Mercado, Rafael Silveira. Segundo ele, as atenções dos produtores seguem voltadas aos trabalhos no campo. A colheita avança, mas há preocupação com a qualidade da soja devido ao excesso de umidade provocado pelas chuvas no Centro-Oeste.
No mercado físico, os preços apresentaram o seguinte comportamento:
A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 alcança 19,3% da área total estimada até 13 de fevereiro, conforme levantamento da Safras & Mercado. Na semana anterior, o índice era de 13,4%.
O ritmo está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos atingiam 23,2%, e também inferior à média dos últimos cinco anos, de 23,6%.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira. Após atingir na véspera o maior patamar em dois meses e meio, o mercado passou por realização de lucros, com operadores evitando manter posições abertas antes do feriado prolongado do Dia do Presidente, quando não haverá sessão na segunda-feira.
Ao longo da semana, porém, o saldo foi de recuperação nas cotações. A aproximação comercial entre Estados Unidos e China trouxe expectativa de reaquecimento da demanda chinesa pelo produto norte-americano.
Reportagem do South China Morning Post indicou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, podem estender a trégua comercial entre os dois países por até um ano, o que deu suporte às cotações ao longo da semana.
Ainda assim, o mercado considera que este é o período de maior procura pela soja sul-americana por parte dos asiáticos. Com a colheita avançando no Brasil e na Argentina e apesar de preocupações pontuais com o clima, uma safra cheia começa a ingressar no mercado.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 4,25 centavos de dólar, ou 0,37%, a US$ 11,33 por bushel.
A posição maio encerrou a US$ 11,48 1/2 por bushel, com retração de 3,75 centavos, ou 0,32%.
Nos subprodutos, o farelo para março subiu US$ 1,30, ou 0,42%, para US$ 309,20 por tonelada. Já o óleo com vencimento em março fechou a 57,08 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,46 centavo, ou 0,79%.
O dólar comercial encerrou o dia a R$ 5,2293 para venda, com alta de 0,57%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de moedas, marcou 96,92 pontos, praticamente estável.
O dólar futuro para março foi cotado a R$ 5.239,500, com avanço de 0,21%. Antes do feriado prolongado, o mercado cambial operou em ritmo de ajustes e proteção, atento aos dados do varejo e ao índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos.
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