Com lavouras em diferentes estádios fenológicos, especialmente na Região Sul do Brasil, onde a soja varia do desenvolvimento vegetativo à maturação fisiológica (Conab, 2026), torna-se indispensável intensificar os cuidados com o manejo fitossanitário, sobretudo nas áreas com desenvolvimento mais tardio.
Entre as principais preocupações neste momento, destacam-se as condições hídricas do solo e o manejo de doenças. Enquanto parte das regiões enfrenta restrição hídrica, outras registram chuvas intercaladas com períodos firme e temperaturas elevadas, cenário que favorece o avanço de doenças fúngicas, como a ferrugem-asiática, causada por Phakopsora pachyrhizi.
A ferrugem-asiática apresenta elevado potencial destrutivo, ciclo curto e rápida evolução, além de ser facilmente disseminada pelo vento. A presença de água livre sobre as folhas, associada a temperaturas amenas, cria condições ideais para infecção. Em cultivares suscetíveis, as perdas de produtividade podem alcançar até 90% quando medidas de manejo não são adotadas de forma adequada e oportuna.
Na safra atual, os registros da doença em lavouras comerciais têm avançado de forma expressiva. Até o momento, já foram contabilizados 299 casos, conforme atualizações do Consócio Antiferrugem, com maior concentração nos estados do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Além das ocorrências em áreas comerciais, há relatos da presença de esporos do patógeno em áreas de cultivo, o que reforça o alerta para regiões próximas aos focos já identificados.
A maior parte dos casos foi registrada em lavouras no estádio R5, fase de enchimento de grãos, considerada altamente sensível a estresses. Nesse período, a cultura intensifica a demanda por água, fotoassimilados e nutrientes, o que amplia o impacto de fatores adversos sobre o rendimento final.
Para maximizar a eficiência do controle, as estratégias de manejo, incluindo a aplicação de fungicidas, devem ser adotadas de forma preventiva ou no início do ciclo da doença. Além disso, para reduzir o risco de resistência do fungo, recomenda-se a rotação de modos de ação e princípios ativos, bem como a inclusão de fungicidas multissítios no programa de manejo.
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CONAB. MONITORAMENTO SEMANAL DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS: 09 DE FEVEREIRO DE 2026. Companhia Nacional de Abastecimento, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-02-01-a-08-02-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras >, acesso em: 13/02/2026.
CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DA DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2025. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 13/02/2026.
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