As lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul se encontram majoritariamente em fase reprodutiva, sendo 44% em floração e 28% em enchimento de grãos. Uma parcela menor está em desenvolvimento vegetativo (24%) e início de maturação (4%). Há registros pontuais de colheita em áreas precoces.
A expectativa de produtividade está elevada e compatível com as projeções iniciais, favorecida por longos períodos de insolação e adequada disponibilidade de radiação solar. Porém, as elevadas temperaturas, durante o período reprodutivo, representam fator de risco ao rendimento, especialmente durante a antese, com potencial de aumento da esterilidade de espiguetas.
O desenvolvimento vegetativo e reprodutivo tem sido considerado satisfatório. Foram intensificadas as práticas de manejo da irrigação, adubação nitrogenada de cobertura e controle de plantas invasoras. Em algumas regiões, os produtores estão preocupados com a redução dos níveis de água em reservatórios e cursos d’água, o que pode afetar a sustentabilidade do manejo hídrico ao longo do ciclo.
A área a ser cultivada estava estimada inicialmente em 920.081 hectares e foi revista para 891.908 hectares (IRGA). Segundo o Instituto, a redução ocorreu pelas dificuldades no acesso ao crédito e pelos elevados custos de produção do cereal. A produtividade está projetada em 8.752 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, o desenvolvimento da cultura tem sido favorecido pela predominância de tempo seco, associada à adequada capacidade de armazenamento e fornecimento de água pelos reservatórios de irrigação. As lavouras se distribuem em 31% em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 24% em enchimento de grãos.
Na de Pelotas, as lavouras se encontram predominantemente em floração (52%), seguidas por enchimento de grãos (32%) e desenvolvimento vegetativo (16%). O desenvolvimento está apropriado para a época, beneficiado pela intensa radiação solar. As temperaturas superiores a 35 °C durante a floração têm gerado preocupação quanto à ocorrência de esterilidade de espiguetas e possível impacto na produtividade e qualidade dos grãos.
Na de Santa Maria, cerca de 70% das lavouras estão em fase reprodutiva, e aproximadamente 10% estão em maturação. Os produtores manifestam preocupação com os baixos níveis de água em cursos hídricos e reservatórios, que se encontram abaixo do ideal para garantir o manejo adequado das áreas cultivadas. A colheita iniciou em lavouras mais precoces, e as produtividades são semelhantes a expectativa inicial; em Dona Francisca, registraram-se produtividades em torno de 9.000 kg/ha, nas primeiras colheitas.
Na de Soledade, as lavouras apresentam desenvolvimento dentro da normalidade. A distribuição fenológica indica 50% em desenvolvimento vegetativo, 33% em floração, 15% em enchimento de grãos e 2% em maturação. O padrão produtivo geral está adequado, embora investimentos nutricionais tenham sido limitados em parte das áreas. Prosseguem as adubações nitrogenadas de cobertura, o monitoramento e o controle de pragas e doenças, especialmente percevejos e brusone, além do manejo da irrigação, com boa disponibilidade de água em reservatórios e cursos hídricos.
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,32%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 53,21 para R$ 52,51.
Fonte: Emater/RS
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