Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos no mercado brasileiro nesta quinta-feira (12), em um dia de negócios pontuais e envolvendo pequenos volumes. “No porto, até houve indicações melhores à tarde com a volta do dólar ao território positivo. De maneira geral, sem grandes movimentos hoje”, afirmou o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira.
O produtor segue focado na colheita e há dificuldade na formação dos preços. Segundo Silveira, as muitas chuvas no Centro-Oeste prejudicam o avanço dos trabalhos e afetam a qualidade da soja em algumas regiões por conta da umidade, o que pode gerar descontos no preço. No Sul, a irregularidade climática também mantém o mercado atento.
Cotações de soja mercado físico
Os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado encontrou sustentação na aproximação comercial entre China e Estados Unidos e nas preocupações com o clima na América do Sul.
Os agentes apostam em um possível aquecimento da demanda chinesa pela soja americana, ainda refletindo declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O excesso de chuvas no Centro-Oeste do Brasil e a falta de precipitações no Sul do país e na Argentina também deram suporte às cotações.
Por outro lado, novas estimativas reforçam a expectativa de safra cheia na América do Sul. A produção brasileira deverá totalizar 177,985 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 3,8% sobre as 171,48 milhões da temporada anterior, segundo o 5º levantamento da Conab. Na estimativa anterior, a projeção era de 176,124 milhões.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Rosário elevou sua estimativa para 48 milhões de toneladas, um milhão acima da previsão anterior, citando condições favoráveis no oeste e no norte do país. Segundo a entidade, as chuvas nos próximos 10 a 15 dias serão cruciais, já que a safra está em estágio crítico de desenvolvimento.
O contrato março da soja subiu 13,25 centavos de dólar (1,17%), fechando a US$ 11,37 1/4 por bushel. A posição maio avançou 12,75 centavos (1,11%), a US$ 11,52 1/4.
No farelo, março ganhou US$ 4,90 (1,61%), para US$ 307,90 por tonelada. No óleo, março subiu 0,49 centavo (0,85%), para 57,54 centavos de dólar por libra-peso.
O dólar comercial fechou a R$ 5,1993, com alta de 0,24%. O Dollar Index avançava 0,10%, a 96,94 pontos. O dólar futuro para março subiu 0,43%, a R$ 5,2210. A mudança de humor no cenário externo propiciou ajustes na moeda americana ao longo da tarde.
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