O mapa de umidade do solo no Paraná mostra um cenário de contraste no estado. Enquanto a faixa leste, especialmente a região de Curitiba, ainda registra bons níveis de umidade, áreas do interior já apresentam sintomas claros de déficit hídrico, com índices abaixo dos 40%.
Nos próximos cinco dias, a atuação de um cavado associada a uma frente fria no oceano deve espalhar temporais. Os acumulados variam entre 20 e 40 milímetros, podendo chegar a 50 mm em pontos isolados.
As chuvas ajudam a recompor parcialmente a umidade do solo. No entanto, para lavouras de soja em fase de enchimento de grãos, o volume ainda é insuficiente. Em muitas propriedades, seriam necessários até 100 mm para uma recuperação mais consistente do potencial produtivo. Assim, a precipitação prevista tende a aliviar o estresse hídrico, mas não a reverter totalmente as perdas já registradas.
Entre os dias 17 e 21, a chuva deve se concentrar mais no norte do estado, enquanto o Centro-Sul terá predomínio de tempo mais quente e seco, com pancadas típicas de verão. Já entre 22 e 26 de fevereiro, o padrão se inverte: volta a chover mais na porção Sul, enquanto o Centro-Norte enfrenta nova redução nos volumes.
Para regiões como São João, os acumulados devem somar entre 30 e 40 mm nos próximos dias, com mais 20 mm na sequência. Ajuda, mas ainda é insuficiente para uma recuperação plena. O reforço mais significativo nas chuvas deve ocorrer apenas na virada do mês. Até lá, o cenário é de recuperação lenta para a soja mais castigada pela estiagem.
O período também traz duas janelas importantes de tempo firme, após o dia 15 e novamente por volta do dia 20, o que favorece o avanço da colheita e o plantio do milho segunda safra.
Para março, a tendência é de chuva dentro da média histórica, com acumulados próximos de 150 mm em boa parte do estado, condição que favorece o estabelecimento do milho safrinha. Em municípios como Ouro Verde do Oeste, as chuvas retornam e mantêm volumes mais regulares.
As temperaturas seguem elevadas em fevereiro e março, com máximas entre 30°C e 32°C. A partir do fim de abril, massas de ar mais frio começam a avançar, reduzindo gradualmente as temperaturas. Até o momento, não há indicativo de geadas antecipadas que possam comprometer o desenvolvimento do milho.
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