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Preços do café ampliam queda em fevereiro com projeção de safra recorde no Brasil, aponta Cepea


Foto: Pixabay.

A desvalorização do café se intensificou neste início de fevereiro, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Até janeiro, o movimento de baixa estava principalmente associado ao clima favorável em importantes regiões produtoras do país, com chuvas em volumes considerados adequados para o desenvolvimento das lavouras. Esse cenário climático reduziu preocupações com a oferta e já vinha exercendo pressão sobre as cotações.

Mais recentemente, no entanto, o mercado passou a incorporar um novo fator de peso: as estimativas divulgadas pela Conab. Segundo a companhia, a safra brasileira 2026/27 tem potencial para registrar um novo recorde de produção, o que reforçou o viés de queda nos preços. A projeção indica que o volume colhido poderá superar o até então maior patamar da série histórica, observado na temporada 2020/21. Caso o resultado se confirme, o setor voltará a registrar uma safra recorde após cinco temporadas.

De acordo com pesquisadores do Cepea, a perspectiva de produção mais elevada pode contribuir para a recomposição dos estoques de café, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. Ainda assim, a avaliação é de que esse aumento de oferta não deve gerar excedentes expressivos no curto prazo. Isso porque, nos últimos anos, o balanço entre oferta e demanda global tem se mostrado bastante ajustado e, em determinados momentos, até deficitário, situação que comprometeu os níveis de estoques mundiais da commodity.

No campo, o ambiente de preços em queda tem impactado diretamente o comportamento dos agentes. Produtores permanecem afastados das negociações, mantendo o ritmo de comercialização bastante lento. O mercado físico registra baixa liquidez, com negócios praticamente paralisados em diversas praças acompanhadas pelo Cepea. A postura mais cautelosa reflete a tentativa de evitar vendas em um momento de cotações pressionadas.

Ao mesmo tempo, a disponibilidade restrita de café no mercado spot ainda gera desafios para parte dos exportadores. Mesmo diante das expectativas de safra volumosa no próximo ciclo, agentes relatam dificuldades na formação de lotes para cumprimento de contratos. O contraste entre a oferta futura mais otimista e a limitação de produto no curto prazo mantém o mercado em compasso de espera, à medida que os participantes acompanham tanto as condições das lavouras quanto os desdobramentos da nova temporada.

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