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Mercado de arroz busca ajuste técnico à espera de sinais mais claros – MAIS SOJA


O início de fevereiro trouxe sinais pontuais de ajuste positivo nas cotações do arroz no Rio Grande do Sul, ainda que o pano de fundo siga sendo de cautela e de baixa tração comercial. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

O leve avanço observado — com o arroz em casca FOB Fronteira Oeste negociado entre R$ 50 e R$ 53 por saca para produto padrão indústria e o parboilizado em Uruguaiana entre R$ 45 e R$ 47/saca — reflete menos uma virada estrutural de mercado e mais ajustes técnicos diante de mudanças marginais na dinâmica de oferta e demanda.

“No varejo, a redução gradual de promoções excessivamente agressivas, com a retirada de preços distorcidos abaixo de R$ 10 por pacote de 5 quilos, sinaliza recomposição gradual de margens ao longo da cadeia”, pondera Oliveira.

A normalização das gôndolas, com marcas comerciais operando acima de R$ 15 e marcas tradicionais retomando patamares superiores a R$ 18, contribui para aliviar a pressão descendente sobre o atacado, “ainda que sem indicar, por ora, expansão consistente do consumo”, frisa o analista.

Do lado institucional e comercial, ganham relevância as discussões em torno da gestão do passivo do produtor. A proposta de alongamento das CPRs com vencimento em março e abril atua como instrumento-chave para evitar concentração forçada de oferta no pico da colheita, mitigando riscos de colapsos pontuais de preços.

Em paralelo, acrescenta o consultor, a intensificação das compras de arroz em casca para exportação pelas tradings emerge como principal vetor de sustentação no curto prazo, “ajudando a drenar excedentes e estabelecendo um piso técnico para as cotações internas”.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 53,48, alta de 0,37% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 2,05%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 46,32%.

Autor/Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

agro.mt

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