O mercado brasileiro de soja iniciou a semana travado. A abertura dos negócios foi lenta, refletindo o recuo dos contratos futuros em Chicago, a desvalorização do dólar e a queda dos prêmios, formando um cenário de fraqueza para os preços domésticos, segundo o analista de soja da equipe de Inteligência de Mercado da Safras, Rafael Silveira.
De acordo com ele, o produtor opta por ficar fora do mercado neste momento, em função do spread elevado entre as intenções de compra e venda. Além disso, o foco segue concentrado nos trabalhos de colheita, o que reduz a disponibilidade para novas negociações.
Confira os preços de soja no Brasil:
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam de forma mista nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago. As posições mais próximas passaram por um movimento de correção, influenciadas pelo bom andamento da colheita de uma ampla safra brasileira e pela maior competitividade do produto do Brasil frente ao dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deve indicar, no relatório de fevereiro, uma leve redução na projeção dos estoques de passagem da soja norte-americana da safra 2025/26. Os dados de oferta e demanda dos Estados Unidos e do mercado mundial serão divulgados na terça-feira, dia 10, às 14h.
Analistas ouvidos por agências internacionais projetam que o carryover americano seja ajustado de 350 milhões para 348 milhões de bushels. No quadro global, o mercado trabalha com estoques finais de soja em 2025/26 estimados em 125,5 milhões de toneladas, acima dos 124,4 milhões apontados no relatório de janeiro.
A expectativa do mercado é de que o USDA eleve a estimativa da safra brasileira, passando de 178 milhões para 179,2 milhões de toneladas. Em contrapartida, a projeção para a produção argentina em 2025/26 deve ser revisada para baixo, de 48,5 milhões para 48,1 milhões de toneladas.
As inspeções semanais de exportação de soja dos Estados Unidos somaram 1.136.099 toneladas na semana encerrada em 5 de fevereiro, abaixo das 1.317.609 toneladas registradas na semana anterior, mas acima do volume apurado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de setembro, as inspeções totalizam 23.136.299 toneladas, contra 35.290.772 toneladas no mesmo intervalo da temporada passada.
Os contratos da soja em grão com vencimento em março encerraram o dia com baixa de 4,50 centavos de dólar, ou 0,40%, cotados a US$ 11,10 3/4 por bushel. A posição maio fechou a US$ 11,25 por bushel, com recuo de 3,75 centavos de dólar, ou 0,33%.
Entre os subprodutos, o farelo com vencimento em março recuou US$ 5,80, ou 1,91%, encerrando a US$ 297,80 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em março fechou a 56,69 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 1,36 centavo, ou 2,45%.
O dólar comercial encerrou a sessão cotado a R$ 5,1871 para venda, com queda de 0,61%. O Dollar Index, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas, recuou 0,83%, aos 96,81 pontos. O movimento foi influenciado pelo forte fluxo de recursos estrangeiros e pelo enfraquecimento global do dólar frente a seus principais pares.
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