O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixo volume de negócios, refletindo a postura defensiva dos produtores diante das cotações atuais. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a tendência é de maior comercialização ao longo do avanço da colheita, especialmente pela necessidade de geração de caixa para honrar compromissos financeiros.
De acordo com Silveira, o ambiente foi marcado por oscilações entre estabilidade e leve pressão negativa, influenciado pela queda em Chicago e pela valorização do dólar, enquanto os prêmios tiveram pouca variação. O frete segue como fator determinante na formação dos preços, sobretudo no Mato Grosso, onde os custos logísticos aumentaram de forma significativa nas últimas semanas, pressionando o basis regional.
O analista destaca ainda que os preços de exportação permanecem fracos ao longo da curva, o que abre algum espaço para ofertas da indústria, embora ainda insuficientes para estimular volumes mais relevantes. No balanço geral, a semana foi de volatilidade no câmbio e na CBOT, mas com comercialização lenta no mercado interno.
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil, pela alta do dólar, pela queda do petróleo e pelo retorno das chuvas na Argentina. Na semana, a desvalorização foi de 0,33%, enquanto, no acumulado do mês, o contrato março ainda registra alta de 1,89%.
O cenário de ampla oferta sul-americana reforçou a expectativa de que a demanda chinesa volte a se concentrar no produto do Brasil e da Argentina. A recuperação do dólar reduziu a competitividade da soja norte-americana, enquanto o petróleo puxou um movimento de vendas generalizado nas commodities.
No campo político, um acordo entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os democratas no Senado afastou o risco de paralisação parcial do governo, garantindo recursos para a maior parte da máquina pública até 30 de setembro e prorrogando temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna.
O contrato março da soja encerrou o dia cotado a US$ 10,64 1/4 por bushel, com queda de 0,74%, enquanto a posição maio fechou a US$ 10,77 por bushel, recuo de 0,8%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 0,81%, a US$ 293,60 por tonelada, e o óleo recuou 0,96%, para 53,51 centavos de dólar.
O dólar comercial fechou em alta de 0,99%, cotado a R$ 5,2460 para venda, após oscilar entre R$ 5,1961 e R$ 5,2796 ao longo do dia. Apesar da valorização diária, a moeda acumula queda de 0,77% na semana e de 4,41% no mês.
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