Com cerca de 978,4 mil toneladas embarcadas ao longo de 2025, Mato Grosso assumiu a liderança nas exportações brasileiras de carne bovina e passou a concentrar 23,1% de todo o volume vendido pelo país ao mercado internacional. A produção mato-grossense chegou a 92 destinos, consolidando o estado como principal referência nacional no setor.
O desempenho colocou Mato Grosso à frente de tradicionais exportadores. São Paulo terminou o ano na segunda posição, com 833,8 mil toneladas exportadas. Goiás aparece em seguida, com 508,1 mil toneladas, seguido por Mato Grosso do Sul com 450,1 mil toneladas e Minas Gerais com 324,6 mil toneladas.
Mais do que volume, conforme o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, o avanço está ligado a uma transformação na cadeia produtiva.
“Mato Grosso avançou muito em eficiência produtiva, sanidade e organização da cadeia. Temos investido também na participação em feiras e eventos internacionais para divulgar a carne mato-grossense e que o estado está preparado para atender os mercados mais exigentes tanto em quantidade quanto em qualidade”, afirma.
Esse cenário foi impulsionado por um ano considerado histórico no campo. Em 2025, o Mato Grosso registrou o abate de 7,4 milhões de cabeças de gado, movimento que resultou em uma receita aproximada de US$ 4 bilhões com as exportações de carne bovina. O valor médio da tonelada ficou em torno de US$ 5,4 mil, indicando maior valorização do produto em mercados estratégicos.
A China permaneceu como principal destino da carne bovina mato-grossense, absorvendo 54,8% de todo o volume exportado. No entanto, outros mercados ganharam espaço ao longo do ano, como Rússia (6%), Chile (4,85%) e Estados Unidos (4,1%), sinalizando uma ampliação do alcance internacional do estado.
Para o Imac, essa diversificação é um dos pontos centrais do atual momento da pecuária. “Embora a China continue sendo o principal destino, o crescimento de outros mercados mostra que Mato Grosso tem conseguido acessar países com diferentes exigências sanitárias e comerciais. Isso reduz riscos e amplia as oportunidades de valorização da carne mato-grossense no cenário global”, destaca Bruno Andrade.
Os dados de preços reforçam essa leitura. A União Europeia foi o mercado que pagou os valores mais elevados pela carne produzida mato-grossense, com média de US$ 6.022,79 por tonelada. O Oriente Médio aparece na sequência, com US$ 4.250,79. Já a China, apesar de liderar em volume, registrou preço médio de US$ 4.145,84 por tonelada, abaixo do praticado em mercados com maior rigor sanitário e de certificação.
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