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Brasil soma 251 casos de ferrugem asiática; Bahia registra primeiro foco


Foto: Embrapa Soja

A ferrugem asiática da soja já soma 251 casos confirmados no Brasil na safra 2025/26. A distribuição dos registros inclui Paraná (122), Mato Grosso do Sul (63), Rio Grande do Sul (48), São Paulo (7), Minas Gerais (3), Mato Grosso (3), Goiás (2), Santa Catarina (2) e Rondônia (1). Agora, a Bahia entra oficialmente no mapa da doença, com o primeiro foco confirmado no estado. Os dados são do Consórcio Antiferrugem.

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No estado, a ocorrência foi identificada na última semana de janeiro, na localidade de Linha Branca, microrregião de Rosário, no município de Correntina, em uma área onde a safra já se encontra em fase de colheita. A confirmação ocorreu em 27 de janeiro, após análises realizadas em laboratório oficial credenciado da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães.

As amostras coletadas pela equipe do Programa Fitossanitário da Aiba não apresentavam sintomas visíveis da doença, sendo necessária a utilização da técnica de câmara úmida para a detecção do fungo Phakopsora pachyrhizi. A identificação precoce foi possível graças ao monitoramento intensivo, com apoio do sistema Caça-Esporos, que acompanha continuamente áreas estratégicas do Cerrado baiano.

Diante da confirmação, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) emitiu alerta fitossanitário oficial aos produtores, conforme determina a Portaria nº 43/2025, que trata da notificação obrigatória da ferrugem asiática no calendário agrícola 2025/26.

A ferrugem asiática é considerada uma das principais ameaças à produtividade da soja e pode causar perdas severas se não houver manejo adequado. A recomendação é a adoção rigorosa do plano fitossanitário, com aplicações corretas de fungicidas e intensificação do monitoramento das lavouras.

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Segundo Aloísio Júnior, gerente de Agronegócios da Aiba, a prevenção é decisiva para conter a disseminação da doença. “O monitoramento sistemático permite a rápida identificação dos focos e a adoção imediata de medidas de controle, reduzindo riscos para outras regiões produtoras”, destacou.

Além da Aiba e da Adab, o trabalho de vigilância conta com o apoio da Abapa e da Fundação Bahia, com coletores de esporos instalados em pontos estratégicos do Cerrado baiano, auxiliando na detecção precoce tanto da ferrugem asiática da soja quanto da ramulária do algodão.

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agro.mt

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