O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de negócios lentos nesta terça-feira (27), com recuos de preços na maior parte das praças. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o movimento foi puxado, principalmente, pela forte queda do dólar ao longo do dia.
• Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!
Segundo ele, a Bolsa de Chicago chegou a registrar alta, mas sem força relevante, enquanto os prêmios apresentaram melhora bastante limitada. Silveira destaca que o produtor segue totalmente fora do mercado, com pedidos muito acima do que os compradores estão dispostos a pagar neste momento. “Não houve comercialização firme rodando no dia”, afirma.
No mercado brasileiro de soja, os preços ficaram da seguinte forma:
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta terça-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar da pressão exercida pelo avanço da colheita recorde no Brasil, o desempenho positivo de outros mercados deu sustentação às cotações.
O petróleo registrou forte valorização e o dólar caiu de forma expressiva frente a outras moedas, favorecendo as commodities agrícolas norte-americanas.
O mercado também acompanha de perto as condições climáticas na Argentina. Segundo a Safras News Latam, o relatório semanal da Oficina de Risco Agropecuário (ORA) aponta que regiões produtoras de soja precoce seguem enfrentando restrições hídricas, especialmente em áreas do centro e sul de Córdoba, Santa Fé, Entre Ríos e Buenos Aires, com solos variando entre condições adequadas e escassas e presença de focos de seca.
Enquanto La Pampa e o oeste de Buenos Aires tiveram melhora nas condições devido a chuvas mais intensas, o norte de Córdoba, o centro de Santa Fé e o norte de Entre Ríos voltaram a registrar redução das reservas hídricas, mantendo um cenário irregular para o desenvolvimento da cultura.
No cenário da demanda, a China deve ampliar as importações de soja no Brasil no primeiro semestre e 2026, impulsionada pela produção recorde e preços mais competitivos. De acordo com a Reuters, processadores privados chineses já estão fechando contratos para embarques de soja brasileira a partir de fevereiro, acompanhando o avanço da colheita.
Na CBOT, os contratos da soja em grão com entrega em março encerraram o dia com alta de 5,50 centavos de dólar, ou 0,51%, a US$ 10,67 1/4 por bushel. A posição maio foi cotada a US$ 10,79 1/2 por bushel, também com ganho de 5,50 centavos, ou 0,51%.
Entre os subprodutos, o farelo de soja para março fechou com baixa de US$ 0,30, ou -0,10%, a US$ 294,00 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em março, encerrou a sessão a 54,41 centavos de dólar, com alta de 0,52 centavo, ou 0,96%.
No câmbio, o dólar comercial fechou em queda de 1,38%, negociado a R$ 5,2067 para venda e R$ 5,2047 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1986 e a máxima de R$ 5,2776.
O post Em meio à lentidão nos negócios, saiba como as cotações de soja ficaram hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
Líder indígena de 94 anos deixou hospital em Sinop nesta sexta-feira e chegou estável à…
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira (18), do evento…
Trechos recebem nova capa asfáltica, calçadas e sinalização enquanto frentes de trabalho avançam em outros…
Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em…
Ação em Cáceres desarticulou logística criminosa. Adolescente levou a polícia até o comparsa que guardava…
A necessidade de identificar crises empresariais com antecedência, promover soluções negociadas e fortalecer mecanismos de…