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Chicago fecha em forte alta no trigo com clima no Mar Negro e demanda acima do esperado – MAIS SOJA


A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta sexta-feira (23) em forte alta, com ganhos superiores a 2%, sustentada pelas preocupações com as condições climáticas adversas no Mar Negro e por sinais firmes de demanda pelo cereal norte-americano. Na semana, a posição março/26 acumulou ganho de 2,22% em Chicago

As atenções estiveram voltadas especialmente para a Rússia, onde a onda de frio segue no radar dos agentes. A consultoria SovEcon indicou que poderá revisar para baixo sua estimativa para a safra russa de trigo em 2026 caso as temperaturas adversas persistam. Atualmente, a produção do país é estimada em 83,8 milhões de toneladas, e o risco climático adiciona incerteza ao quadro de oferta de um dos principais exportadores globais, reforçando o viés altista em Chicago.

No lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as vendas líquidas norte-americanas de trigo da temporada 2025/26 totalizaram 618,1 mil toneladas na semana encerrada em 15 de janeiro, com destaque para a venda de 130,6 mil toneladas para destinos não revelados. Para 2026/27, foram negociadas mais 14 mil toneladas. Analistas esperavam vendas entre 150 mil e 500 mil toneladas, considerando as duas temporadas.

No cenário internacional, analistas apontam que a União Europeia enfrenta maiores dificuldades para exportar trigo nesta temporada. A safra recorde da Argentina ampliou a oferta global e intensificou a concorrência nos principais mercados. A consultoria Expana reduziu a projeção de exportações de trigo macio do bloco em 2025/26 para 28,8 milhões de toneladas, abaixo das cerca de 30 milhões inicialmente esperadas, com ofertas da Argentina e do Mar Negro dominando licitações internacionais.

Os contratos com entrega em março de 2026 fecharam cotados a US$ 5,29 1/2 por bushel, alta de 14,00 centavos, ou 2,71%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2026 encerraram a US$ 5,39 por bushel, avanço de 12,50 centavos, ou 2,37%.

Fonte: Luciana Abdur –  Safras News

agro.mt

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