O mercado brasileiro de soja voltou a ficar travado nesta quinta-feira (22), com preços ainda mais fracos no físico. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por novas baixas nas cotações. Segundo ele, a Bolsa de Chicago apresentou apenas leves variações, enquanto os prêmios permaneceram praticamente estáveis e o dólar recuou de forma moderada.
Silveira observa que o produtor seguiu desanimado, pedindo preços muito acima do que o comprador está disposto a pagar neste momento. A colheita segue avançando, sobretudo no Sul, com destaque para o Paraná, favorecida pelas condições climáticas. Já no Centro-Oeste, o excesso de chuvas em estados como Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso pode provocar atrasos nos trabalhos de campo.
Soja no mercado brasileiro
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta predominante nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em um dia volátil, o mercado encontrou suporte no sentimento positivo em relação à demanda pela soja norte-americana, com a retomada das conversas entre Washington e Pequim. A queda do dólar frente a outras moedas também contribuiu para dar sustentação às cotações.
No entanto, os ganhos foram limitados pela queda do petróleo e pelo bom desenvolvimento das lavouras na América do Sul. Na Argentina, levantamento semanal oficial indicou que o plantio da safra 2025/26 alcançou 98% da área total prevista.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) atualizou suas projeções para o complexo soja, destacando o fortalecimento do processamento interno. A entidade estima que o esmagamento de soja no Brasil alcance o recorde de 61 milhões de toneladas em 2026, alta de 0,8% em relação à projeção anterior.
Esse avanço é acompanhado pelo crescimento na oferta de derivados. A produção de farelo de soja está estimada em 47 milhões de toneladas, enquanto a fabricação de óleo de soja deve chegar a 12,25 milhões de toneladas. O cenário é sustentado por uma produção agrícola robusta, que, segundo a Conab, pode alcançar 177,1 milhões de toneladas no próximo ciclo.
No comércio internacional, o Brasil deve manter a liderança nas exportações de soja em grão, com embarques estimados em 111,5 milhões de toneladas. Já os exportadores norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 192.350 toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2025/26.
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,69%, negociado a R$ 5,2826 para venda.
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