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Mudas micropropagadas: entenda como funciona a tecnologia usada em bananeiras


Foto: reprodução/Planeta Campo

Produzidas em laboratório, livres de doenças e com alto padrão de uniformidade, as mudas micropropagadas estão mudando a realidade de pequenos produtores na Amazônia. A tecnologia tem sido uma alternativa segura para aumentar a produtividade, especialmente no cultivo da bananeira, uma tradição no estado do Amazonas.

O uso de filhotes retirados de plantios antigos ainda é comum na região, mas pode esconder riscos importantes. Doenças como o mal do Panamá e o moko comprometem a produção e causam prejuízos significativos. Para evitar essas perdas, a solução começa dentro de laboratórios de alta tecnologia.

O que são e quais as vantagens?

As mudas micropropagadas são clones de plantas selecionadas, produzidas em ambiente controlado. Entre as principais vantagens estão a ausência de doenças e a uniformidade do plantio.

Como as mudas são geradas a partir de plantas da mesma idade, o produtor consegue um desenvolvimento mais homogêneo da lavoura, o que facilita o manejo e a colheita.

Pequenas e delicadas

Essas mudas exigem atenção especial nos primeiros estágios de desenvolvimento, ao chegarem ao produtor, ainda são pequenas e delicadas, com sistema radicular pouco desenvolvido.

“Como a planta vem bem pequenininha o sistema radicular é bem delicado, então esse sistema radicular não está apto para ir ao campo. Essa planta não sobreviveria nesse momento. Por isso nós trazemos ela para o viveiro e colocamos no saquinho”, explica a pesquisadora da Embrapa, Miza Normando.

Padronização

Outro cuidado importante é a padronização do lote, diferenças de tamanho interferem no desenvolvimento das plantas e no tempo de produção. A orientação técnica é separar as mudas por tamanho, em um processo conhecido como blocagem, garantindo que plantas maiores, médias e menores se desenvolvam de forma equilibrada antes do plantio definitivo.

“Fisiologicamente tamanhos maiores e menores tem desenvolvimento mais rápido ou mais lento, ou seja, vai as maiores vão produzir mais cedo e as mais as menores vão produzir um pouco mais atrasadas”, destaca Miza Normando.

Com manejo correto, as mudas de laboratório respondem melhor aos insumos e podem reduzir o tempo até a primeira colheita, em comparação às mudas convencionais.

O plantio deve coincidir, preferencialmente, com o início do período chuvoso, que garante de 4 a 5 meses de adaptação com oferta regular de água. Em áreas com irrigação, o cultivo pode ser feito ao longo de todo o ano.

Água é essencial

De acordo com a pesquisadora, a disponibilidade de água é essencial para o bom desenvolvimento da bananeira, planta composta por cerca de 80% de água. Solos secos podem retirar umidade da planta, comprometendo seu crescimento. Por isso, manter o solo sempre com boa capacidade de irrigação é fundamental.

Onde encontrá-las?

Para quem deseja investir nessa tecnologia, a recomendação é buscar laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O credenciamento garante que as mudas sejam produzidas seguindo protocolos técnicos e normas oficiais, assegurando qualidade e sanidade do material vegetal.

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agro.mt

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