O mercado brasileiro de soja voltou a registrar um dia de poucas ofertas nesta quarta-feira (21), com baixa liquidez enquanto a colheita ainda não avança de forma mais consistente. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os preços seguem depreciados, com o produtor fora do mercado e pouca disposição para novos negócios.
Apesar da alta registrada na Bolsa de Chicago, a queda do dólar e o leve recuo dos prêmios de exportação neutralizaram o impacto positivo externo. Com isso, as cotações no mercado interno apresentaram comportamento misto, com pequenas variações e sem alterações relevantes no cenário geral.
Os preços de soja ficaram da seguinte forma:
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O movimento foi sustentado por sinais de aproximação entre Estados Unidos e China, o que pode resultar em maior demanda chinesa pela soja norte-americana, além da desvalorização do dólar, que aumenta a competitividade das exportações dos Estados Unidos.
O mercado reagiu a informações de encontros entre autoridades dos dois países durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Além disso, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, reuniu-se com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, reforçando a expectativa de novos diálogos antes do encontro previsto entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em abril.
As tensões comerciais entre Estados Unidos e União Europeia ficaram em segundo plano, mesmo após o Parlamento Europeu suspender o andamento do acordo comercial entre os dois blocos.
No Brasil, chuvas em áreas do Centro-Oeste e do Matopiba têm provocado atrasos pontuais na colheita, mas, segundo o mercado, não há preocupação com o potencial produtivo da safra.
A Safras & Mercado também revisou sua estimativa para a produção de soja da Argentina na temporada 2025/26. O aumento da intenção de plantio de milho levou a um corte de 778 mil toneladas na projeção da oleaginosa, agora estimada em 50,3 milhões de toneladas.
Na Bolsa de Chicago, os preços fecharam assim:
Já nos subprodutos:
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda de 1,11%, cotado a R$ 5,3197 para venda, fator que também contribuiu para limitar avanços mais consistentes nos preços da soja no mercado interno.
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