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Milho/USDA: Produção global da safra 25/26 foi estimada em 1,29 bi de t – MAIS SOJA


Segundo os dados de jan/26 do USDA, a produção global de milho da safra 25/26 foi estimada em 1,29 bi de t, alta de 1,02% ante a estimativa anterior. Esse movimento está associado ao crescimento da produção nos EUA (1,60%) e na China (2,12%), projetadas em 432,34 mi de t e 301,24 mi de t, respectivamente. Esse avanço foi motivado pelo aumento da produtividade e pela expansão da área colhida nesses países.

Diante disso, a oferta mundial da safra 25/26 foi estimada em 1,78 bi de t, avanço de 0,81% frente à projeção anterior. Já a demanda global atingiu 1,49 bi de t, alta de 0,16% em relação à estimativa passada, impulsionada pelo maior consumo doméstico nos EUA, estimado em 334,53 mi de t, e na Argentina, em 16,70 mi de t. Dessa forma, os estoques finais totalizaram em 290,91 mi de t, alta de 4,21% ante a projeção anterior. Por fim, diante da perspectiva de uma oferta mundial mais robusta, o preço do milho na CME Group, para o contrato corrente, exibiu queda semanal de 5,30%, fechando, em média, a US$ 4,22/bushel.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: o preço do milho em Mato Grosso concluiu a semana na média de R$ 47,83/sc, exibindo uma valorização semanal de 1,15%.
  • QUEDA: diante das grandes perdas registradas em Chicago, o milho na bolsa brasileira recuou 0,15% durante a semana, e fechou na média de R$ 68,19/sc.
  • RETRAÇÃO: o dólar Ptax apresentou queda de 0,23% na semana, fechando com média de R$ 5,38/US$, influenciado por fatores externos e incertezas geopolíticas.
Em dez/25, o projeto CPA-MT consolidou o custeio da safra 25/26 de milho em R$ 3.319,51/ha, alta de 2,56% frente à safra anterior

Esse movimento é influenciado pelo aumento das despesas com sementes (1,91%) e fertilizantes (5,93%), estimadas em R$ 777,49/ha e R$ 1.421,89/ha, respectivamente, em função da elevação do dólar em 2025 e do encarecimento da produção industrial. Os gastos com defensivos apresentaram incremento anual de 0,25%, totalizando R$ 737,78/ha. Nesse contexto, o COE consolidou-se em R$ 4.806,17/ha (4,22%) e o COT foi projetado em R$ 5.394,08/ha (4,80%).

Considerando a produtividade estimada de 116,61 sc/ha, o P.E indica valores necessários de R$ 41,22/sc, R$ 46,26/sc e R$ 57,68/sc para a cobertura do COE, COT e CT, respectivamente. Nesse contexto, o preço médio comercializado da safra 25/26 em dez/25, de R$ 45,95/sc, permite a cobertura do COE, porém permanece abaixo do exigido para cobrir o COT e o CT, reforçando o papel do planejamento comercial na viabilidade econômica da safra 25/26.

Fonte: IMEA

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