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Números do USDA adicionam pressão às cotações de soja; como o mercado se comportou na semana?


Divulgação CNA

O principal destaque da semana no mercado internacional de soja foi a divulgação do relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apresentado na segunda-feira. Com viés predominantemente baixista, o documento adicionou pressão às cotações domésticas e manteve o ritmo lento dos negócios no Brasil neste início de ano.

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O órgão americano indicou safra e estoques dos Estados Unidos acima do esperado pelo mercado, o que reforçou a percepção de oferta confortável. Ao mesmo tempo, ajustou projeções que colocam em discussão o ritmo das compras chinesas de soja americana, mesmo após o acordo firmado entre Pequim e Washington no fim de outubro.

No cenário global, outro fator de pressão veio da revisão para cima da safra brasileira. O clima tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, e o início da colheita aponta para bom potencial produtivo, sinalizando a entrada de volumes expressivos no mercado mundial nos próximos meses.

Para o ciclo 2025/26, o USDA projeta produção norte-americana de 4,262 bilhões de bushels, equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade média de 53 bushels por acre, ligeiramente acima do relatório anterior e também acima das expectativas dos analistas.

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Os estoques finais dos Estados Unidos foram elevados para 350 milhões de bushels, bem acima da estimativa de dezembro e também acima do que o mercado aguardava. O órgão trabalha ainda com esmagamento interno de 2,570 bilhões de bushels e exportações de 1,575 bilhão.

No balanço mundial, a safra global de soja para 2025/26 foi estimada em 425,68 milhões de toneladas, com estoques finais projetados em 124,41 milhões de toneladas, patamar considerado confortável.

USDA e Brasil

Para o Brasil, o USDA elevou a estimativa de produção para 178 milhões de toneladas, reforçando a visão de oferta abundante. A projeção para a Argentina permaneceu inalterada em 48,5 milhões de toneladas.

As importações chinesas seguem projetadas em 112 milhões de toneladas para a temporada atual, sem mudanças em relação ao relatório anterior.

Por fim, os estoques trimestrais de soja em grão nos Estados Unidos, na posição de 1º de dezembro, somaram 3,29 bilhões de bushels, alta anual de 6% e ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado.

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agro.mt

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