O mercado brasileiro de soja apresentou movimentações no porto ao longo do dia, com alguns preços oportunos motivados por demanda de curto prazo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta quinta-feira (15), os negócios ocorreram de forma pontual, sem alteração estrutural no quadro do mercado.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago subiu na sessão, ficando próxima de 1% de alta, acompanhando os ganhos expressivos do óleo de soja. Por outro lado, os prêmios devolveram parte da alta observada no dia anterior, enquanto o dólar recuou moderadamente, o que acabou freando avanços no mercado físico.
Nesse contexto, Silveira destaca que o produtor segue focado no avanço da colheita e vem comercializando a safra nova de forma pontual, da mão para a boca, diante das cotações atuais. O spread entre as intenções de comprador e vendedor segue alto, o que mantém os negócios restritos e regionalizados.
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O forte número para as exportações semanais americanas, com presença marcante da China como comprador, e o desempenho do óleo de soja sustentaram o mercado. Os dados de esmagamento em dezembro completaram o cenário positivo.
A forte alta dos contratos de óleo de soja está diretamente relacionada às novas sinalizações vindas de Washington sobre a política de biocombustíveis dos Estados Unidos, segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana. Fontes indicam que o governo Trump deve finalizar as cotas de mistura obrigatória para 2026 até o início de março, reduzindo a incerteza regulatória que vinha pesando sobre o mercado nas últimas semanas.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, ficaram em 2.061.900 toneladas na semana encerrada em 8 de janeiro. A China liderou as compras, com 1.224.100 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 10.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 800 mil e 1,8 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 224,991 milhões de bushels em dezembro, ante 216,041 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 224,809 milhões.
No Brasil, a Conab projetou produção de 176,124 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 2,7% ante 2024/25, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, a previsão era de 177,124 milhões.
Na Argentina, o plantio foi concluído em 16,4 milhões de hectares, com produção estimada em 47 milhões de toneladas. A Bolsa de Rosário aponta que o calor e a falta de água já deixam marcas nas lavouras, mas chuvas previstas para os próximos dias podem melhorar o quadro.
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,53 por bushel, alta de 10,50 centavos ou 1%. A posição maio terminou a US$ 10,64 1/4 por bushel, com ganho de 9,25 centavos ou 0,87%. No farelo, março caiu US$ 2,70 para US$ 289,20 por tonelada. No óleo, março avançou 1,99 centavo para 52,97 centavos de dólar.
O dólar comercial encerrou em queda de 0,62%, negociado a R$ 5,3670 para venda e R$ 5,3650 para compra, com mínima de R$ 5,3545 e máxima de R$ 5,4050 ao longo do dia.
O post No Brasil, ganhos seguem pontuais e sojicultor ‘de olho’ na colheita: confira o fechamento de mercado de hoje apareceu primeiro em Canal Rural.
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