A Turquia habilitou nove unidades brasileiras para exportar gelatina e colágeno. A decisão amplia o acesso do Brasil a esse mercado e reforça o reconhecimento sanitário da produção nacional.
A autorização é resultado de auditorias presenciais e da análise de documentos técnicos. As avaliações verificaram controles de qualidade, processos produtivos e requisitos sanitários exigidos pelas autoridades turcas.
A inclusão das plantas brasileiras ocorreu após missão veterinária oficial realizada no fim de 2025. Parte das habilitações também considerou o histórico das unidades já aprovadas pela União Europeia.
Durante a missão técnica, autoridades da Turquia visitaram três estabelecimentos no Brasil. As auditorias confirmaram a conformidade das plantas com as normas sanitárias exigidas para a produção de gelatina e colágeno destinados à exportação.
Outras seis unidades brasileiras foram habilitadas com base em análise documental. Essas plantas já integravam a lista TRACES, sistema da União Europeia que reúne estabelecimentos autorizados a exportar produtos de origem animal.
Com base nessa equivalência sanitária, o Ministério da Agricultura e Florestas da Turquia incluiu as unidades brasileiras na sua lista oficial de exportadores autorizados. O procedimento dispensou novas visitas presenciais, mas exigiu a comprovação dos controles adotados no Brasil.
Os registros das empresas habilitadas são feitos no sistema TROIS. A plataforma foi recentemente implantada pela Turquia e concentra informações sobre países e estabelecimentos aptos a exportar produtos de origem animal.
O sistema reúne exportadores de gelatina, colágeno, pescados, lácteos e carnes que atendem às exigências sanitárias turcas. A consulta é pública e permite acompanhar a situação das habilitações por produto e por país.
Atualmente, o TROIS lista dez estabelecimentos autorizados a exportar gelatina e colágeno para a Turquia. Seis deles são brasileiros, o que reforça a presença do Brasil nesse mercado específico.
No detalhamento por produto, há unidades habilitadas exclusivamente para gelatina e outras apenas para colágeno. Entre esses registros, o Brasil aparece tanto nas autorizações voltadas à gelatina quanto nas de colágeno.
Além das nove habilitações já concedidas, outros oito estabelecimentos brasileiros seguem em análise pelas autoridades turcas. A expectativa do setor é de novas inclusões nos próximos meses.
A ampliação da lista fortalece a previsibilidade das operações comerciais e consolida o acesso do Brasil ao mercado turco. Para as indústrias, a habilitação reduz incertezas e cria condições mais estáveis para o planejamento das exportações.
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