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Milho/RS: área semeada no Estado chega a 93% – MAIS SOJA


Milho: As condições climáticas das últimas semanas foram benéficas para a cultura em função do bom volume de chuvas e das temperaturas adequadas. Houve recuperação parcial da produtividade em áreas atingidas pela estiagem do final de novembro e dezembro, e as lavouras irrigadas demonstram excelente desenvolvimento, com expectativas de alta produtividade. As áreas plantadas mais tardiamente, que não estavam em estágio crítico durante o período de tempo seco, também se desenvolvem bem.

Porém, as chuvas das últimas semanas favoreceram a incidência de fungos e bacterioses, exigindo atenção dos produtores, assim como a presença de cigarrinha-do-milho. Há incidência expressiva desse inseto em vários pontos do Estado, mas não há relatos de enfezamento relevante.

A área semeada no Estado chega a 93%, e a maior parte se encontra em enchimento de grãos. 2% da área foi colhida. Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita já foi iniciada em São Borja, e alcança 10% dos 22 mil hectares cultivados. Os relatos iniciais são de boa produtividade para essas lavouras implantadas no início de agosto. As constantes precipitações do período favoreceram a incidência de doenças fúngicas e bacterioses. Em Maçambará, uma unidade de monitoramento de cigarrinha identificou aumento considerável de insetos capturados, atingindo 79 indivíduos na contagem da última semana.

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Na de Caxias do Sul, as chuvas frequentes intercaladas com períodos de tempo seco auxiliaram o desenvolvimento da cultura. Muitas áreas já estão bem avançadas na formação de espigas. A maioria ainda segue em desenvolvimento vegetativo, especialmente as áreas de plantios mais recentes. Até o momento, as plantas apresentam adequado estado fitossanitário. Há raros sinais de pragas, mas a mais comum é o percevejo.

Na de Frederico Westphalen, a cultura foi beneficiada pelas condições ambientais das últimas semanas, em especial pela adequada disponibilidade hídrica. Registra-se a presença de cigarrinhas ainda em níveis baixos e sem impacto significativo sobre a cultura.

Na de Ijuí, as condições climáticas têm favorecido a fase de enchimento, mesmo após a redução no número de grãos por espiga, causada pela falta de chuva em final de novembro
e início de dezembro nas áreas de sequeiro. Nas lavouras irrigadas, que estão em fase de enchimento, observa-se produtividade média de 15.000 kg/ha, consideradas de alto potencial produtivo. Sintomas de enfezamento, transmitido pela cigarrinha-do-milho, aparecem apenas pontualmente, embora se constate elevada presença do inseto nas lavouras.

Na de Pelotas, o plantio atinge 81% da área prevista. Estão 58% dos cultivos na fase de desenvolvimento vegetativo; 26% na fase de início do florescimento ou pendoamento; 6%
em enchimento de grãos; 4% maduras e 6% colhidas. Na de Santa Maria, aproximadamente 70% da área planejada já foi semeada. Estão confirmadas as perdas nas áreas onde a falta de chuvas coincidiu com o estádio crítico de necessidade hídrica da cultura. As áreas implantadas mais tardiamente, menos vulneráveis à baixa umidade, apresentam bom desenvolvimento.

Na de Santa Rosa, 2% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo, 3% em floração, 33% na fase de enchimento de grãos, 60% na fase de maturação e 2% colhidas. Confirmam-se as perdas de produtividade devido à estiagem de novembro e dezembro, mas há variação significativa entre as áreas. Nas lavouras de ciclo precoce, iniciou-se a colheita, mas ligeiramente atrasada pelas chuvas do período, que dificultaram o ingresso das máquinas.

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Se o tempo ficar firme com baixa umidade relativa nos próximos dias, a atividade deverá se intensificar. Na de Soledade, estão 23% em fase vegetativa, 7% em florescimento, 38% em enchimento de grãos, e 32% em maturação fisiológica. As lavouras de plantio precoce foram afetadas pelo período de estiagem, e as mais tardias apresentam ótimo desenvolvimento.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,56%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 62,18 para R$ 63,15.

Fonte: Emater/RS



 

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