O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociações lentas, marcado por ofertas majoritariamente nominais e ausência de fechamento de negócios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações seguem em processo de ajuste gradual para a safra 2026, sem estímulos que favoreçam a retomada das vendas.
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De acordo com o analista, nesta terça-feira (6), o produtor continua fora do mercado, já que os preços indicados a partir de fevereiro permanecem bem abaixo das pedidas. Ele destaca que não há movimentos favoráveis, apenas ajustes pontuais ao longo do dia, mantendo o mercado travado.
No ambiente externo, o dólar registrou queda, enquanto a soja negociada na Bolsa de Chicago perdeu força ao longo da tarde. Os prêmios tiveram apenas leve alta, sem impacto relevante sobre as cotações. No geral, o cenário segue de preços fracos, sem registro de movimentos consistentes.
Para as próximas semanas, a expectativa é de que a atenção do produtor se volte cada vez mais para o avanço da colheita, fator que tende a influenciar diretamente a dinâmica de comercialização no mercado físico.
No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado não sustentou os ganhos iniciais, mesmo diante de relatos de novas compras chinesas de soja norte-americana. A ampla oferta global, a queda do petróleo e a valorização do dólar frente a outras moedas pressionaram as cotações no final da sessão.
A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, adquiriu cerca de 600 mil toneladas de soja dos Estados Unidos, com embarques previstos entre março e maio. Além disso, exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 336 mil toneladas de soja à China para a temporada 2025/26.
No comércio exterior brasileiro, as exportações de soja em grão somaram US$ 1,498 bilhão em dezembro, considerando 22 dias úteis. O volume embarcado alcançou 3,383 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 442,80 por tonelada.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em queda, refletindo ajustes no mercado financeiro e contribuindo para o cenário de pressão sobre as cotações da soja no mercado interno.
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