A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) classificou como um ato de “justiça” a decisão das grandes tradings agrícolas de deixarem a Moratória da Soja. Para a entidade, o movimento encerra um ciclo de interferência privada que se sobrepunha à legislação nacional, reafirmando o Código Florestal Brasileiro como o único balizador legal para a produção no campo.
A Famato defende que a saída das tradings do pacto privado valida a postura adotada pelo setor produtivo e pelas instituições de Mato Grosso. A entidade sustenta que acordos entre empresas não possuem competência para legislar sobre o território brasileiro ou criar restrições que ignorem as licenças ambientais concedidas pelo Estado.
Na visão da federação, o desfecho é reflexo de uma articulação conjunta entre a Assembleia Legislativa e o Governo de Mato Grosso, além de decisões recentes do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos pontos centrais destacados é a eficácia da lei estadual nº 12.709/2024 que retira incentivos fiscais de empresas que aplicam sanções comerciais a produtores que operam dentro da legalidade.
Para a federação, o uso de incentivos públicos deve servir exclusivamente ao desenvolvimento regional, e não para financiar agendas que prejudicam o direito de propriedade.
“Cai por terra a tese de que o monitoramento privado é superior à fiscalização pública”, afirma a Famato em posicionamento oficial. “Se o produtor possui licença ambiental, respeita sua reserva legal e tem autorização dos órgãos competentes para produzir, ele não pode sofrer sanções comerciais”.
Apesar de considerar a saída formal um avanço significativo, a entidade alerta que o setor produtivo continuará em alerta para evitar que as restrições sejam aplicadas de forma indireta por meio de critérios subjetivos de compra.
A Federação reforça que não aceitará que as restrições da antiga Moratória da Soja retornem disfarçadas de “políticas internas de compliance” ou “barreiras invisíveis”. Em nota destaca que a transparência deve ser o pilar central das relações comerciais entre produtores e compradoras a partir deste novo cenário.
“A Famato não aceitará que as restrições da antiga Moratória retornem disfarçadas de ‘políticas internas de compliance’ ou barreiras invisíveis. A transparência deve reger as relações comerciais daqui para frente”, diz trecho da nota.
Ao finalizar o comunicado, a entidade pontua que Mato Grosso demonstra que a liderança na produção mundial de alimentos é compatível com a sustentabilidade, dispensando o que chama de “tutelas externas” sobre a atividade agropecuária nacional.
+Confira mais notícias sobre a Moratória da Soja
Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.
O post Saída de tradings da Moratória da Soja é vitória do Código Florestal, diz Famato apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.
O quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva deve seguir os mesmos moldes de…
A Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) registrou uma ocorrência de tentativa de entrada de…
Ação do 11º NBM utilizou dois mil litros de água para conter as chamas e…
Os preços recebidos pelos produtores rurais do Rio Grande do Sul registraram um salto expressivo…
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) divulgou, nesta segunda-feira (26.10), a…
Equipamentos de proteção nível III-A e armamentos de calibre 12 vão reequipar unidades prisionais e…