A comunidade científica se despediu, na última sexta-feira (2), do pesquisador aposentado do Instituto Agronômico (IAC), Luiz D’Artagnan de Almeida. Ele teve papel central na avaliação e no lançamento do feijão-carioca, hoje predominante no consumo brasileiro.
Por causa do seu trabalho no setor, o pesquisador ficou conhecido no meio técnico como o “pai do Carioquinha” e recebeu homenagens ao longo da carreira.
Luiz D’Artagnan de Almeida ingressou no IAC em 1967 e atuou no órgão até 2002, quando de aposentou. Durante a trajetória, o pesquisador integrou a antiga Seção de Leguminosas. Nesse período, participou de avaliações agronômicas voltadas ao desempenho produtivo e à adaptação de materiais genéticos.
O trabalho técnico contribuiu para decisões institucionais sobre o avanço da variedade no sistema produtivo paulista.
O feijão-carioca teve origem a partir de grãos enviados ao IAC em 1966. O material foi encaminhado pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe de uma Casa da Agricultura da CATI.
As análises iniciais ficaram a cargo de Luiz D’Artagnan de Almeida, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho. O grupo avaliou características agronômicas e aspectos culinários do material.
Os resultados indicaram potencial de adoção. A partir dessas avaliações, o feijão avançou para etapas formais de validação.
Em 1969, a variedade carioca foi oficialmente lançada. D’Artagnan assumiu a responsabilidade direta pelo processo. O material passou a integrar o projeto de produção de sementes básicas da CATI.
Na década de 1970, o IAC estruturou o Programa de Melhoramento Genético do Feijão. A variedade carioca se consolidou como padrão no mercado.
Com o avanço da adoção, o feijão-carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional. O resultado alterou o perfil produtivo da cultura no país.
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