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Milho/RS: Semeadura atinge 92% da área planejada para a safra – MAIS SOJA


As condições climáticas do período, caracterizadas por precipitações frequentes e volumes adequados, favoreceram a recuperação da cultura após a restrição hídrica, observada em novembro. O desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório na maior parte do Estado, com expectativa de rendimentos compatíveis à média histórica, embora persistam perdas localizadas em áreas afetadas pela estiagem em estádios críticos.

A semeadura atinge 92% da área planejada, e está concluída em diversas regiões. Nas áreas remanescentes, o plantio avança conforme a liberação de áreas ocupadas por outras culturas ou em replantio em safrinha. A maior parte das lavouras se encontra em fase reprodutiva, predominando o enchimento de grãos, seguido por áreas em maturação fisiológica e início pontual de colheita.

A situação fitossanitária está adequada. Apesar de haver relatos sobre a presença de cigarrinha-do-milho e lagartas, não há muitos sintomas de enfezamento, e os controles estão em andamento.

Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as chuvas do período contribuíram para a retomada do desenvolvimento das lavouras, especialmente em São Borja, onde áreas implantadas sob solo seco apresentaram emergência mais uniforme. A semeadura deve ser concluída, aproveitando a umidade atual. Em Maçambará, predomina a fase de enchimento de grãos, e a alta precipitação tem proporcionado ótimas condições para as lavouras. Em Itaqui, cerca de dois terços da área estão plantadas, e a maior parte está em estágio reprodutivo. Há relatos de cigarrinha e lagarta, com controles em andamento.

Na de Caxias do Sul, a semeadura está concluída. Apesar de algumas áreas terem sido afetadas pela restrição hídrica entre metade de novembro e o início de dezembro, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, e a produtividade média regional não deverá registrar perdas significativas.

Na de Erechim, a previsão é de safra normal, com expectativa média de 9.000 kg/ha. As lavouras estão distribuídas nos seguintes estádios: 12% em desenvolvimento vegetativo, 26% em floração, 59% em enchimento de grãos e 3% em maturação.

Na de Ijuí, estão cerca de 78% dos cultivos em estádio de enchimento de grãos. Apesar da redução da disponibilidade hídrica no início da fase reprodutiva, o potencial produtivo é considerado razoável. As lavouras mais afetadas apresentam redução no número de grãos por espiga. O enchimento dos grãos fecundados ocorre sob propícias condições de umidade do solo. Os sintomas de enfezamento associados à cigarrinha-do-milho são pouco expressivos.

Na de Pelotas, o plantio prosseguiu, favorecido pelas boas condições de umidade do solo decorrentes das chuvas acumuladas ao longo de dezembro. Estima-se que cerca de 68% da área prevista já esteja semeada.

Na de Santa Maria, mais de dois terços da área se encontra plantada, o resto aguarda o fim da colheita de fumo. Ocorreram perdas nas lavouras que estavam em fase de pendoamento, mas, se o regime de chuvas continuar positivo, esse impacto pode ser mitigado. 34% da área está em desenvolvimento vegetativo, 25% em floração, 33% em enchimento de grãos, 6% em maturação. A colheita inicia pontualmente em algumas áreas.

Na de Santa Rosa, 2% dos cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, 4% em floração, 50% na fase de enchimento de grãos e 44% na fase de maturação. O aspecto das lavouras está excelente, principalmente nas que estão iniciando o pendoamento.

Na de Soledade, a área semeada já passa de 80%. Estão 15% em estágio vegetativo, 10% em florescimento e 75% em enchimento de grãos. Com o restabelecimento da umidade do solo, a cultura normalizou o crescimento e o desenvolvimento, embora não tenha sido possível recuperar integralmente as perdas decorrentes da restrição hídrica, que variam entre lavouras. Em áreas com limitações físicas de solo, adubação inadequada ou uso de cultivares menos adaptadas, as perdas se aproximam de 30%, e nas lavouras tecnicamente bem conduzidas as perdas são mínimas.

Comercialização (saca de 60 quilos) O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,52%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 63,14 para R$ 62,18.

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Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1900

Site: Emater RS

agro.mt

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