Produtores de mel de Minas Gerais avançam nas negociações para acessar o mercado suíço, um dos mais exigentes da Europa. Para viabilizar as exportações, a principal condição é a obtenção da certificação de produção orgânica, que garante rastreabilidade total e padrões elevados de qualidade.
Caso os produtores alcancem essa adequação, a certificação pode valorizar o produto e impulsionar as exportações.
Segundo representantes do setor, a Suíça paga mais por produtos certificados, o que pode valorizar o mel mineiro e ampliar as exportações. As tratativas estão em fase avançada e o próximo passo é a conclusão das certificações necessárias para o envio do produto também a outros países europeus.
Atualmente, grande parte do mel produzido no Norte de Minas é exportada para os Estados Unidos. Com o aumento das tarifas naquele mercado, os produtores passaram a buscar alternativas, e a Europa surge como uma oportunidade estratégica.
A Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares do Norte de Minas já firmou contratos com compradores europeus e trabalha para atender às exigências técnicas dos mercados suíço e alemão.
“As certificações mais exigentes são a Atlante e a Bio Suisse. Já temos a certificação orgânica dos nossos apiários e cooperados e agora estamos orientando os apicultores para concluir a certificação da Atlante nos meses de janeiro e fevereiro e, posteriormente, acessar o mercado suíço”, afirmou o presidente da Coopemapi, Luciano Fernandes de Souza.
O Norte de Minas é hoje a principal região produtora de mel do estado e se destaca pela pureza e baixa umidade do produto.
Segundo o CEO Ethikabio, Vicente Levy, a produção de mel no Norte de Minas Gerais tem crescido nos últimos anos, com destaque para o mel de aroeira, reconhecido por suas propriedades e com alto potencial de expansão, desde que haja mercados consumidores interessados.
Para acessar a Suíça e consolidar a presença na Europa, é preciso cumprir um processo rigoroso. Visitas técnicas aos apiários, georreferenciamento das áreas, garantia de boas práticas e atendimento a normas internacionais de certificação orgânica.
“Um desafio da certificação é fazer as visitas a todos os apicultores, fazer o georreferenciamento e trabalhar com todos os formulários e garantir que essa produção esteja de acordo com as normas aqui do mercado que são bastante exigentes”, explica Levy.
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