O setor da soja caminha para encerrar 2025 com um balanço amplamente positivo, impulsionado pela força das exportações e pela recuperação produtiva em importantes regiões do país. No último episódio do Soja Brasil, Vlamir Brandalizze, consultor em agronegócio, apontou que o Brasil fechará o ano com uma safra em torno de 171 milhões de toneladas, consolidando um bom desempenho do complexo soja no mercado internacional. “Estamos fechando um ano bom de soja, do complexo soja de exportação”, afirma.
De acordo com Brandalizze, os embarques devem superar 108 milhões de toneladas de soja em grão, além de mais de 22 milhões de toneladas de farelo, garantindo forte entrada de divisas na economia brasileira. “Foi um ano que trouxe muita divisa”, ressalta. No Centro-Oeste, o destaque é Mato Grosso, que voltou a registrar condições climáticas mais regulares e confirma seu elevado potencial produtivo. “Mato Grosso mostra que tem potencial de 50, 52, 53 milhões de toneladas de soja”, avalia.
Apesar do cenário favorável no campo, o analista chama atenção para os gargalos logísticos que tendem a se intensificar nos próximos meses. Com a comercialização ainda atrasada, a colheita concentrada entre o fim de fevereiro e março pode pressionar armazenagem e fretes. “O grande gargalo do Mato Grosso vai ser a logística. O produtor vai colher no pico e pode sentir março como o mês mais fraco em cotações”, alerta.
No Matopiba, que engloba Maranhão, Bahia, Piauí e Tocantins, o quadro também é positivo. Após um período de irregularidade climática, a umidade começa a se normalizar, favorecendo o avanço da produção. “Agora que está se normalizando o quadro de umidade, há um crescimento constante da produção”, afirma Brandalizze. Ainda assim, ele destaca que os corredores de exportação seguem estrangulados, inclusive nos embarques via São Luís. “Vamos para uma safra grande, mas temos que melhorar a logística”, pondera.
O analista também vê novas oportunidades na região, especialmente com o avanço do sorgo safrinha, impulsionado pela instalação de indústrias de etanol. “O sorgo deve ser a bola da vez no Matopiba, uma oportunidade importante para o produtor”, diz.
No Sul do país, a expectativa é de uma safra mais equilibrada. O Rio Grande do Sul tende a apresentar desempenho melhor do que nos últimos anos, apesar de alguns pontos já indicarem dificuldades pontuais. “A safra gaúcha deve ficar próxima da normalidade”, projeta. No Paraná, as condições seguem dentro do esperado, com bom regime de chuvas e ausência de veranicos em dezembro. “Esperamos uma safra cheia no Sul”, conclui Brandalizze.
O post Brandalizze aponta safra de soja robusta em 2025, mas alerta para gargalos logísticos apareceu primeiro em Canal Rural.
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