O mercado brasileiro de soja iniciou a semana em ritmo lento, típico do período de final de ano e sem novidades relevantes. Apesar da alta do dólar e do movimento positivo dos contratos futuros em Chicago, os negócios no mercado físico seguem travados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente continua marcado por baixa liquidez, especialmente no mercado disponível, com pouca disposição tanto de vendedores quanto de compradores.
Na safra nova, não houve registro de negócios relevantes ao longo do dia. As cotações apresentaram comportamento misto, mas o produtor permanece afastado das vendas, ofertando preços acima da paridade, enquanto os compradores seguem sem interesse em fechar negócios. No mercado spot, as indicações seguem essencialmente nominais, refletindo mais referências de preço do que negociações efetivas, já que a demanda da indústria e dos portos é bastante limitada, restrita a pequenos lotes pontuais.
Preços de soja no mercado físico:
Nos portos, os preços seguiram estáveis, com Paranaguá (PR) mantendo a cotação em R$ 143,00 por saca e o terminal de Rio Grande (RS) em R$ 144,00.
No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta na Bolsa de Chicago. O movimento foi atribuído a uma recuperação técnica após seis sessões consecutivas de queda, além da alta do petróleo, da desvalorização do dólar frente a outras moedas e do anúncio de uma nova venda de soja dos Estados Unidos para a China.
Exportadores norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos a venda de 396 mil toneladas de soja à China, sendo 330 mil toneladas para a safra 2025/26 e 66 mil toneladas para a temporada 2026/27. Ainda assim, os dados de exportação seguem abaixo dos níveis observados no ano anterior.
As exportações líquidas dos Estados Unidos na safra 2025/26 somaram 1,552 milhão de toneladas na semana encerrada em 4 de dezembro. As inspeções de exportação chegaram a 870.199 toneladas na semana encerrada em 18 de dezembro, abaixo do volume registrado no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano-safra, as inspeções totalizam 14,58 milhões de toneladas, bem abaixo das mais de 27 milhões registradas na temporada anterior.
Do lado da demanda chinesa, as importações de soja do Brasil cresceram 48,5% em novembro na comparação anual, totalizando 5,95 milhões de toneladas no mês. No acumulado do ano, a China já importou 76,7 milhões de toneladas de soja brasileira, alta de 7% sobre o mesmo período do ano passado. Em contrapartida, pelo terceiro mês consecutivo, não houve compras de soja norte-americana.
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,97%, negociado a R$ 5,5835 para venda, movimento que ajudou a dar sustentação às cotações, mas ainda insuficiente para destravar os negócios no mercado físico brasileiro.
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