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Dúvidas sobre compras chinesas e safra cheia sul-americana pressionam Chicago e travam negócios internos da soja – MAIS SOJA


O mercado internacional de soja segue de olho em dois pontos: o ritmo das vendas de soja americana para a China e o desenvolvimento das lavouras na América do Sul. E os dois fatores adicionaram pressão baixista sobre as cotações internacionais ao longo da semana. Como resultado, o mercado doméstico permaneceu travado, com os produtores retraídos, priorizando as lavouras e aguardando por preços melhores.

Foram registradas compras chinesas nos Estados Unidos nos últimos dias, mas os analistas se mantêm céticos sobre o cumprimento do acordo fechado entre Pequim e Washington no final de outubro. A expectativa era que a retomada das compras envolvesse 12 milhões de toneladas até o final do ano. Este prazo foi adiado para fevereiro e há dúvidas se o volume a ser comercializado seja alcançado.

O relatório de dezembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgado na terça, frustrou o mercado. O Departamento manteve o quadro para os Estados Unidos inalterado. A expectativa girava em torno da previsão para as exportaçõees. O USDA foi omisso: não sinalizou nem para a retomada das negociações e tampouco admitiu que o ritmo está lento.

O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,253 bilhões de bushels em 2025/26, o equivalente a 115,74 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53 bushels por acre. Não houve alterações sobre as estimativas de novembro.

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Os estoques finais estão projetados em 290 milhões de bushels ou 7,89 milhões de toneladas, também repetindo a estimativa de novembro. O mercado apostava em carryover de 309 milhões de bushels ou 8,41 milhões de toneladas. O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,555 bilhões de bushels e exportações de 1,635 bilhão. Também não houve alterações na comparação com o relatório anterior.

Para a temporada 2024/25, o USDA indicou estoques de passagem de 316 milhões de bushels. As exportações estão projetadas em 1,882 bilhão e o esmagamento em 2,445 bilhões de bushels.

O USDA projetou safra mundial em 2025/26 em 422,54 milhões de toneladas. Para 2024/25, a previsão é de 427,15 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2025/26 estão estimados em 122,37 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 122,8 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2024/25 estão estimados em 123,24 milhões de toneladas, contra expectativa de 123,4 milhões de toneladas.

O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 175 milhões de toneladas. Para 2024/25, a estimativa foi mantida em 171,5 de toneladas. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 48,5 milhões de toneladas. Para 2024/25, o número permaneceu em 51,11 milhões.

As importações da China estão estimadas em 112 milhões de toneladas em 2025/26 e em 108 milhões de toneladas em 2024/25. No relatório anterior, os números eram de 112 milhões e 108 milhões, respectivamente.

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Safra brasileira

Enquanto isso, as safras do Brasil e da Argentina evoluem bem, sinalizando uma ampla oferta global.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 177,124 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 3,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 3º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,602 milhões de toneladas.

A Conab indica área de 48,94 milhões de hectares, com elevação de 3,4% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 47,35 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.620 quilos por hectare. Em 2024/25, o rendimento ficou em 3.622 quilos por hectare, o que representa uma retração de 0,1%.

“Na primeira quinzena de novembro, as precipitações na Região Sul permitiram um grande avanço na área plantada, enquanto nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, além de Minas Gerais, a inconstância das chuvas atrasou os trabalhos de campo”, apontou a Conab. “Já a partir da segunda quinzena do mês passado, as precipitações se normalizaram nessas regiões, permitindo um avanço na área semeada”, completou.

Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News

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agro.mt

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