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Chicago cai forte e deve contaminar preços da soja no Brasil – MAIS SOJA


O mercado brasileiro de soja pode ter um dia de preços pressionados, diante da queda acentuada na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Lá fora, seguem as incertezas sobre a capacidade chinesa de comprar grandes volumes até o final de fevereiro, a fim de atingir o patamar estabelecido de 12 milhões de toneladas pelo governo norte-americano. O dólar, que podia atuar como contraponto às cotações, tem apenas uma alta tímida no início da sessão. Neste cenário, os negócios devem seguir escassos.

Na quinta-feira, o mercado brasileiro de soja segue operando sem grandes definições. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário continua marcado por baixa efetivação de negócios. “O mercado voltou a ficar travado, com o porto sem referência de grandes ofertas”, relata. No interno, a lógica é semelhante: produtores seguem segurando a soja, enquanto os preços da safra nova não despertam interesse para avançar nas vendas.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago operou praticamente de lado ao longo do dia, sem movimentos expressivos, enquanto o dólar recuou e os prêmios mantiveram-se positivos no porto. “No geral, o que se observa são cotações mistas, com muitas ofertas apenas nominais”, resume.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca seguiu em R$ 136,00, enquanto em Santa Rosa (RS) manteve-se em R$ 137,00. Em Cascavel (PR), os valores permaneceram em R$ 136,00. Em Rondonópolis (MT), as cotações estabilizaram em R$ 122,00, e em Dourados (MS) ficaram em R$ 128,00. Já em Rio Verde (GO), a saca continuou em R$ 127,00.

Nos portos, Paranaguá (PR) seguiu em R$ 143,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) houve leve recuo, de R$ 144,00 para R$ 143,50.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com perda de 0,93% para o contrato janeiro/26 do grão, cotado a U$ 10,83 1/4 por bushel.

* O mercado firma perdas e, caso o movimento se confirme, será a segunda semana seguida de desvalorização. O suporte trazido pelas recentes compras chinesas foi diluído pela oferta abundante e pela incerteza sobre a capacidade da China de adquirir volumes suficientes para estancar novas baixas. A valorização do dólar ante outras moedas adiciona pressão ao cenário.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,17%, a R$ 5,4135. O Dollar Index registra alta de 0,17%, a 98,520 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram em alta. China, +0,41%. Japão, +1,37%.

* As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,48%. Frankfurt, +0,03%. Londres, +0,25%.

* O petróleo opera próximo à estabilidade. Janeiro do WTI em NY: US$ 57,64 o barril (+0,06%).

AGENDA

—–Sexta-feira (12/12)

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Rodrigo Ramos / Safras News



 

agro.mt

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