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Agricultura 4.0 e conectividade caminhos para aproximar os jovens do campo


A agricultura digital tem avançado no Brasil e já começa a ganhar espaço também entre produtores de menor escala. Tecnologias aplicadas ao campo têm ampliado o uso de sensores, sistemas de monitoramento e máquinas inteligentes, mesmo em propriedades com estrutura limitada.

Conforme o professor Dirceu Macagnan, do Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Planaltina, entrevistado desta semana do programa Direto ao Ponto, muitos recursos que antes eram restritos a grandes propriedades hoje estão disponíveis em diferentes níveis de complexidade. Mesmo soluções simples, como sensores que ajudam a monitorar o plantio, já fazem diferença no dia a dia de quem trabalha com áreas menores. Para ele, o ponto central é adequar a tecnologia à realidade de cada produtor.

A conectividade, porém, segue como um dos maiores entraves à adoção plena dessas ferramentas. Em regiões mais afastadas dos centros urbanos, a falta de sinal limita o uso de máquinas de alta tecnologia e retarda a transição para equipamentos autônomos.

Conectividade e novos profissionais

Dirceu observa que, à medida que a tecnologia evolui, cresce também a demanda por profissionais capazes de operar máquinas modernas. “O que o Instituto tem tentado fazer é capacitar os seus alunos para operar esse equipamento, que hoje é a realidade”. Ele lembra que, quando iniciou a graduação, “a grande moda era um trator com cabine, com ar condicionado e os equipamentos mecânicos”, enquanto hoje a eletrônica embarcada exige outras competências.

De acordo com o professor, esse cenário pode contribuir para atrair jovens ao campo, sobretudo porque a rotina tecnológica dialoga com a experiência dessa geração. “Essa agricultura 4.0 também pode servir para trazer pessoas mais jovens para o campo”, afirma ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Dirceu explica que estudantes acostumados ao uso constante do celular e ao acesso imediato à informação reconhecem no agronegócio atual um ambiente muito mais conectado do que se via no passado.

Ao mesmo tempo, o professor ressalta que a conectividade ainda limita a expansão da tecnologia em algumas regiões. “Essa tem sido uma limitação por enquanto, especialmente nas regiões mais distantes dos grandes centros”. Ele reforça que, quando essa barreira for superada, o setor tende a avançar rapidamente para equipamentos ainda mais sofisticados.

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