O Dia Mundial do Solo, celebrado nesta sexta-feira (5), reforça a importância desse recurso natural essencial para a vida e para a produção de alimentos. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), traz em 2025 o tema “Solos saudáveis para cidades saudáveis”, chamando atenção para o impacto direto da qualidade do solo no bem-estar da população.
Para enfrentar o cenário global de degradação — que, segundo a FAO, já atinge 33% dos solos do planeta — o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desenvolve programas voltados à recuperação, ao mapeamento e à saúde dos solos brasileiros, como Solo Vivo, PronaSolos e Caminho Verde Brasil.
Lançado em 2025, o Programa Solo Vivo auxilia agricultores familiares com suporte técnico para manejo adequado e correção de solo em áreas degradadas. A primeira fase está sendo executada em Mato Grosso e no Amapá, priorizando regiões com maior demanda por revitalização.
PronaSolos quer mapear todo o território brasileiro até 2048
Coordenado pelo Mapa, o Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos do Brasil (PronaSolos) reúne pesquisas e informações detalhadas para orientar o uso sustentável da terra.
Atualmente, menos de 5% do território nacional possui mapas de solo em escala detalhada, segundo a Embrapa. A meta é mapear o Brasil nas escalas 1:25.000 a 1:100.000 até 2048.
Para ampliar a produtividade agrícola sem expandir áreas de desmatamento, o programa Caminho Verde Brasil incentiva produtores rurais a adotar práticas de recuperação e manejo sustentável do solo.
Investir em solo é investir no futuro, diz ministro
O ministro Carlos Fávaro destacou que a saúde do solo impacta diretamente a segurança alimentar e a qualidade de vida.
“Solo saudável é sinônimo de alimento na mesa, água de qualidade e cidades mais resilientes. Quando recuperamos áreas degradadas e ampliamos o conhecimento sobre nossos solos, deixamos um legado de sustentabilidade para as próximas gerações”, afirmou.
A FAO alerta que 95% dos alimentos dependem diretamente do solo e que 2 bilhões de pessoas sofrem com falta de micronutrientes devido à infertilidade de áreas cultiváveis.
Com iniciativas que unem pesquisa, tecnologia e apoio direto aos produtores, o Mapa reforça que a preservação dos solos é um dos pilares para fortalecer o agronegócio, garantir segurança alimentar e promover desenvolvimento sustentável no campo e nas cidades.
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