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Clima adverso e relatório do USDA devem impactar preços do milho nesta semana

O cenário externo do milho demonstrava oscilação, mas a oferta mais curta no final do ano e a demanda forte de etanol e ração fizeram com que os preços do cereal no Brasil permanecessem sustentados ao longo da semana passada.

Enquanto isso, o plantio do milho verão já alcançou quase 66% da área prevista, ritmo acima dos últimos anos, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em Chicago, o contrato de milho para janeiro de 2026 encerrou a US$ 4,37 por bushel, com leve alta de 0,46% na semana. Na B3, o vencimento de mesmo período subiu 1,15%, fechando a R$ 74,05 por saca.

E agora, o que esperar?

Análise da plataforma Grão Direto mostra que o mercado de milho inicia a semana ainda refletindo a combinação entre volatilidade externa e ajustes domésticos ligados ao clima e ao câmbio.

  • Relatório do USDA: em Chicago, o fechamento da última semana indicou certa fragilidade dos contratos, com recuo dos principais vencimentos, muito influenciados pela expectativa em torno do próximo relatório do USDA e pelo movimento de queda observado nos grãos em geral. De acordo com a Grão Direto, esse pano de fundo sugere que, nos primeiros dias desta semana, os preços internacionais podem seguir sensíveis à formação de expectativas sobre oferta global, mantendo comportamento lateralizado ou levemente pressionado enquanto o mercado aguarda novos dados oficiais. “Ainda assim, como já ocorreu antes de divulgações de relatórios mais relevantes, não se descarta algum ajuste técnico intermediário, sem, porém, caracterizar mudança de tendência.”
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  • Clima sendo protagonista: a Grão Direto reforça que o fator climático tende a ganhar protagonismo conforme avança o calendário do milho 2ª safra. O mercado já reflete preocupações com janelas apertadas de plantio e condições irregulares em algumas regiões, o que já começa a ser incorporado nas curvas futuras brasileiras como “prêmio de risco”. “A percepção de que parte da segunda safra pode ser afetada por atrasos ou necessidade de substituição de área cria um componente estrutural de sustentação, ainda que a colheita atual e os estoques ofereçam algum alívio no curto prazo”.
  • Oferta menos confortável: o mercado começa a testar cenários em que a oferta de 2026 possa vir menos confortável, o que torna o preço mais sensível a previsões meteorológicas e movimentos de câmbio nas próximas semanas. “O milho inicia a semana com viés de estabilidade, mas com o radar ligado para o clima e os próximos dados do USDA. A combinação entre pressão externa e preocupação crescente com a safrinha 2026 sustenta as curvas futuras e limita recuos mais profundos”, destaca a Grão Direto.
agro.mt

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