O projeto de lei 472/2025, que propõe alterações no Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) para permitir o uso da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO) como mecanismo de apoio direto à cadeia produtiva de arroz no Rio Grande do Sul, foi aprovado nesta terça-feira, 2 de dezembro, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado. A Taxa CDO é um tributo estadual instituído pela lei que mantém o Irga. A cobrança incide sobre quem produz ou beneficia arroz em casca no Rio Grande do Sul. O objetivo é custear medidas de defesa e estímulo da produção orizícola.
O setor arrozeiro enfrenta crise com estoques elevados, queda acentuada nos preços, retração da área cultivada e custos de produção persistentes, o que pressiona a renda dos produtores. Diante desse cenário, cresce o debate sobre a necessidade de utilizar a CDO não apenas para custeio institucional do Irga, mas para oferecer apoio direto aos produtores.
Acompanharam a votação o diretor jurídico da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Anderson Belloli, o presidente do Conselho Consultivo da entidade, Alexandre Velho, o assessor da presidência da Farsul, Luís Fernando Pires, e representantes do Irga.
Belloli destacou tratar-se de uma demanda antiga do setor agora concretizada em meio a um momento de extrema crise. “Parabéns à Federarroz e Farsul, entre outras entidades, e aos deputados Frederico Antunes e Marcus Vinícius, além de tantos outros deputados apoiadores. Acredito que o recurso virá em um momento importante e frente a uma situação crítica do setor”, enfatizou.
Na mesma linha, Pires ressaltou que a Farsul também teve participação destacada no processo. “Sem dúvida alguma, a construção coletiva e conjunta das entidades e parlamentares foi decisiva para o atendimento de uma demanda antiga e importante do setor. E por unanimidade, ou seja, todos os parlamentares entenderam a importância do momento em que o nosso produtor de arroz sofre com as dificuldades de preço”, acrescentou. Pires agradeceu ao governo do Estado por entender, segundo ele, essa demanda, e aos parlamentares pela sensibilidade ao tema.
A expectativa de uso dos recursos gira em torno de R$ 38 milhões: cerca de R$ 20 milhões para bonificações em vendas externas e escoamento, e aproximadamente R$ 18 milhões em auxílio a produtores atingidos por eventos climáticos adversos.
As informações são da Federarroz.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Líder indígena de 94 anos deixou hospital em Sinop nesta sexta-feira e chegou estável à…
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira (18), do evento…
Trechos recebem nova capa asfáltica, calçadas e sinalização enquanto frentes de trabalho avançam em outros…
Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em…
Ação em Cáceres desarticulou logística criminosa. Adolescente levou a polícia até o comparsa que guardava…
A necessidade de identificar crises empresariais com antecedência, promover soluções negociadas e fortalecer mecanismos de…