A semeadura da soja segue atrasada em grande parte do país devido à irregularidade das chuvas, mas no Matopiba o cenário é mais favorável. De acordo com o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, o retorno da umidade tem animado os produtores e permitido o avanço das operações em campo.
Segundo dados da Conab, o Brasil registra cerca de 4% de atraso no plantio em relação ao mesmo período da safra passada. No Matopiba, porém, o ritmo é mais acelerado, com a atingindo 87% da área semeada, enquanto o Tocantins alcançou 83%, entrando na reta final dos trabalhos. Ainda assim, alguns entraves persistem, especialmente no Maranhão, onde a chuva tem se concentrado mais ao sul do estado, e no Piauí, que depende de maior regularidade das precipitações no centro-sul.
Os mapas de umidade do solo mostram boas condições no sul e oeste da Bahia e também no Tocantins. No estado do Piauí, apenas áreas do extremo sudoeste apresentam umidade adequada, enquanto outras regiões ainda necessitam de volumes mais expressivos de chuva. Nos próximos cinco dias, uma frente fria associada a um ciclone extratropical deve levar 50 a 60 mm de chuva para áreas já úmidas da Bahia, reforçando a janela positiva para o plantio.
Para o norte do Piauí e do Maranhão, a previsão indica chuva, mas ainda de forma bastante irregular, exigindo cautela dos produtores na tomada de decisão. Entre os dias 1º e 12 de dezembro, a tendência é de precipitações mais concentradas no centro-norte do Matopiba, enquanto áreas do centro-sul podem vivenciar um período mais seco, momento oportuno para manejo de solo e tratamentos fitossanitários.
No restante do país, imagens de satélite apontam para temporais generalizados no Brasil central devido à formação de um ciclone. A frente fria resultante deve canalizar umidade e provocar tempestades com potencial para queda de granizo e rajadas intensas de vento em estados como São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
No Sul, o tempo volta a ficar firme, mas a chuva retorna na próxima semana, com destaque para acumulados que podem superar 100 a 150 mm no Paraná e interior paulista, trazendo risco de prejuízos às atividades de campo.
As temperaturas também devem recuar após registros recentes de 40 °C em algumas regiões. A tendência para os próximos dias é de máximas entre 30 °C e 35 °C em boa parte do país, embora no agreste nordestino ainda sejam esperados picos de até 37 °C, aumentando o risco de focos de incêndio.
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