O milho de verão avança no Triângulo Mineiro em um ciclo marcado por ajuste fino na janela de plantio e por um manejo rigoroso para manter o desempenho alcançado na última safra. Mesmo com a pausa que interrompeu o ritmo das semeaduras, o trabalho em campo segue firme e a expectativa permanece positiva.
Na Fazenda São Joaquim, em Uberlândia, o ciclo começou com 2,5 mil hectares destinados ao cereal. Nos talhões semeados mais cedo, o verde já entrega o vigor da lavoura. Ali, o foco é manter o mesmo rigor que levou a propriedade a registrar a maior produtividade da sua história na safra passada.
Por lá, segundo João Francisco da Silva, engenheiro agrônomo e gerente da propriedade, a preparação para a primeira cobertura já está em andamento e segue um cronograma bem definido.
O agrônomo explica o sulfato é jogado na lavoura tanto no início como posteriormente. “Faz novo para poder aproveitar, porque o milho tem a idade dele de definição de produção. Então quanto mais cedo você faz, mais resposta você tem”. Na sequência, entram as aplicações de ureia e cloreto.
O objetivo é repetir — e quem sabe superar — a marca histórica registrada no último ciclo. “Milho verão foi uma média de 211 sacas e o milho safrinha nosso em média de 145 sacas. A gente quer tentar bater essas 211 sacas”, conta o agrônomo ao projeto Mais Milho.
Contudo, de acordo com ele, este ano apresenta um diferencial nas condições do plantio. “O ano passado, quando começou a chover, choveu muito bem, nós começamos plantar, não paramos. Esse ano já tem uma janela […] Tivemos que parar. Então você fica naquela expectativa, naquela agonia de plantar”.
Apesar da quebra no ritmo inicial, a região mantém um padrão elevado de produtividade, observa Pedro Santiago, representante comercial da Agroeste. Ele destaca escolhas mais criteriosas de híbridos e estratégias afinadas de manejo.
“Está bem positiva a esperança de alcançar tetos produtivos. […] É raro você encontrar áreas de menos 200 sacas por hectare. Então essa região é de 200 sacas para cima. Tem regiões de 250 sacas, 260 sacas por hectare”, salienta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.
Na Fazenda São Joaquim, a colheita excepcional do último ciclo serve de referência para as decisões de comercialização, mas os preços atuais ainda não acompanham o desempenho produtivo. “A gente sempre espera vender melhor. A nossa média é em torno de R$ 75 e hoje se você for vender gira em torno de R$ 60”, relata João.
A aposta, como sempre, ressalta o agrônomo, está na melhora durante a colheita. “A expectativa do produtor sempre é essa, sempre esperando que lá na colheita ele melhore alguma coisa e a gente consiga vender bem, produção boa. Então, a expectativa nossa é esperançosa de sempre é atingir o objetivo”.
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