O plantio da soja já atinge 78% da área total semeada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os trabalhos em campo, porém, estão atrasados na comparação com o ano passado. Outro ponto de atenção é as áreas onde houve replantio da oleaginosa, principalmente em Mato Grosso, Goiás e em parte do Matopiba.
Para o pesquisador da área de custos agrícolas do Cepea, Mauro Osaki, é difícil prever os impactos do replantio das lavouras no bolso do agricultor. “Não é algo que é planejado e o custo do replantio depende do produtor”, explica. Mas o gasto é certo: segundo o especialista, mesmo com a lavoura recuperada, não há garantia de que haja o melhor desempenho, o que pode comprometer os custos ao fim da safra.
Com o plantio avançando em boa parte do Brasil, entretanto, Osaki aponta que as atenções se voltam para o controle de fungicidas, que segundo ele, deve começar em poucos dias. Os custos com esses produtos, porém, já estão consolidados e dentro do orçamento do produtor rural.
“Este ano está mais desafiador do que o anterior. No ano passado, nesta época, praticamente toda a área já estava plantada”, alerta. Segundo ele, esse atraso deve impactar também a segunda safra.
“A área do milho safrinha deve ficar mais apertada e o plantio tende a ser mais desuniforme. Isso traz um desafio adicional, porque a chuva pode favorecer de forma diferente cada região. O milho entra nesse cenário como uma preocupação importante para o ano que vem”, completa.
Em entrevista ao Canal Rural no final de outubro, o pesquisador do Cepea citou o custo com fertilizantes e defensivos como o principal fator de deterioração no poder de compra da safra 25/26. “Observamos uma maior necessidade de sacas de soja para saldar o orçamento dessa temporada em relação à média das últimas cinco safras”, diz.
Sobre os preços da soja, que segundo Osaki passaram por um período de estagnação e também afetaram os custos, a perspectiva é de melhora. Ele explica que o cenário depende do registro de problemas climáticos no hemisfério sul, especialmente no Brasil e na Argentina, e também do desenrolar da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Para o milho, o especialista explica que as condições estão mais atreladas ao mercado doméstico e, portanto, são mais favoráveis ao produtor. De acordo com Osaki, o cenário é resultado da melhora nos contratos a termo, diante de novas plantas de etanol. “Isso melhora as cotações locais, reduz oferta para frango, suínos e ovos”, afirma.
A Conab aponta que até a última semana 59,3% das áreas semeadas com milho verão já haviam sido colhidas. Neste sentido, o pesquisador afirma que a primeira safra também representa uma oportunidade, porque “é uma oferta mais curta, pela menor proporção de área em relação à segunda safra.”
Em termos de custos de produção, Osaki reforça que apesar do cenário ser mais favorável que o da soja, o milho verão depende das condições climáticas. Nas últimas semanas, áreas do Rio Grande do Sul e do Paraná registraram chuva forte e episódios de granizo. Nesse sentido, o pesquisador alerta que os prejuízos podem aparecer no início de dezembro, quando as espigas começarem a se formar.
“De modo geral, está bem avançado. Mas, neste ano, a faixa de granizo parece ter atingido mais regiões”, complementa.
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