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No Dia Mundial da Oliveira, conheça mitos e verdades sobre cultivo e azeite

No Dia Mundial da Oliveira, comemorado nesta quarta-feira (26), informações técnicas e curiosidades sobre a cultura que dá origem a produtos como a azeitona e o azeite, ganham destaque. A data reforça a importância da árvore que sustenta a produção global de azeite, uma cadeia que envolve agricultura, processamento e tradição.

A oliveira é reconhecida por sua longevidade. De desenvolvimento lento, começa a produzir a partir do quinto ano e pode permanecer ativa por mais de 150 anos. Em algumas regiões, árvores milenares seguem em produção.

Maturação e impacto no azeite

Todas as azeitonas nascem verdes e escurecem à medida que amadurecem — por isso não existem variedades “verdes” ou “pretas” na origem. O estágio de maturação define o padrão sensorial do azeite: frutos verdes tendem a gerar sabores mais amargos e picantes; os maduros, notas mais suaves.

Como ocorre a produção

A extração do azeite combina práticas tradicionais e tecnologia. Entre cinco e seis quilos de azeitonas são necessários para produzir um litro do produto. Em operações agrícolas como a conduzida pela Andorinha em Portugal — marca pertencente ao Grupo Sovena — a colheita é mecanizada, e o envio ao lagar ocorre poucas horas após a retirada do fruto, etapa essencial para preservar frescor. A Sovena é uma empresa global do setor de azeites e óleos vegetais, com atuação agrícola e industrial em vários países.

Para explicar a relação entre campo e qualidade, o diretor-geral da Nutrifarms, que é braço agrícola do grupo, destaca a importância das etapas iniciais. “Clima, momento da colheita e rapidez da extração são vitais para a qualidade do que chega à mesa. A oliveira é a verdadeira protagonista dessa história”, afirma Vasco Martins.

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Mitos e verdades sobre a oliveira e o azeite

A data também trouxe esclarecimentos sobre práticas e percepções ligadas à cultura da oliveira:

  • Clima: é verdade que o ambiente mediterrâneo favorece o desenvolvimento da oliveira.
  • Consumo in natura: é mito que a azeitona colhida do pé tenha sabor agradável — o fruto é muito amargo e exige cura.
  • Uso na cozinha: é mito que o azeite não possa ser usado para fritar; é uma das gorduras mais estáveis para altas temperaturas.
  • Acidez: é verdade que se trata de um parâmetro químico e não sensorial.
  • Tempo de prateleira: é mito que o azeite melhora com o tempo — quanto mais novo, mais preserva aromas e benefícios.
  • Armazenamento: é mito que deva ser guardado na geladeira; o ideal é mantê-lo em ambiente fresco e protegido da luz.
agro.mt

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