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O mês de novembro tem sido marcado pela queda nas paridades de exportação para o algodão em Mato Grosso – MAIS SOJA


Depois do fim da paralisação do governo norte-americano (shutdown), o USDA voltou a divulgar o acompanhamento da safra no país. Até o último domingo (23/11), a colheita do algodão atingiu 79,00% da área de cultivo projetada. O percentual está 4,00 p.p. atrasado em relação ao mesmo período da safra passada e 1,00 p.p. abaixo da média dos últimos cinco anos.

O ritmo mais lento no comparativo com os últimos anos está relacionado ao Texas, maior produtor do país, que se encontra com 70,00% colhidos até o momento, 9,00 p.p. atrás no comparativo anual. Apesar de não ter divulgado as condições das lavouras, o último relatório de oferta e demanda elevou a estimativa de produção do país para 3,07 milhões de t para a safra 25/26, acima do previsto anteriormente. Dessa forma, apesar do ritmo de colheita mais lento no Texas, o USDA sinaliza que a safra americana deve ser robusta.

QUEDA: a previsão de altos estoques globais pressionou o contrato de jul/26 na bolsa de NY, que apresentou redução de 1,37% no comparativo semanal.

BAIXA: o preço do caroço disponível em Mato Grosso exibiu queda de 0,88% em relação à semana passada, pautada pela demanda enfraquecida nos últimos dias.

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INCREMENTO: no comparativo com a semana passada, o preço do poliéster apresentou valorização de 0,76%, precificado na média de ¢ US$ 29,79/lp.

O mês de novembro tem sido marcado pela queda nas paridades de exportação para o algodão em Mato Grosso

Para se ter uma ideia, ao longo de out/25, a média da paridade de dez/25 ficou em R$ 111,05/@, com pouca variação diária. No entanto, a partir do início de novembro, a tendência baixista se intensificou, atingindo o valor mínimo de R$ 104,71/@ no dia 14/11, o menor para uma paridade de dezembro desde set/20.

Ao mesmo tempo, a paridade de jul/26 chegou a atingir R$ 117,66/@, se aproximando das mínimas do ano. O cenário segue ligado à desvalorização dos contratos do algodão na bolsa de NY, que nos últimos dias atingiram as mínimas dos últimos anos. Além disso, a tendência de queda nas cotações do dólar a partir de meados de out/25 também tem contribuído para o cenário observado nas paridades.

Por fim, o cenário reforça a necessidade de cautela nas negociações do algodão, visto que o panorama desfavorável dos preços contrasta com os custos de produção mais elevados para a safra 2025/26.

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Fonte: IMEA



 

FONTE

Autor:Boletim Semanal do Algodão

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Site: IMEA

agro.mt

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