O mercado brasileiro de soja registrou um dia de cotações mais firmes no físico nesta segunda-feira (17), acompanhando a alta em Chicago. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, mesmo com preços melhores, não houve reporte de grandes ofertas, e o mercado acabou ficando travado.
Silveira explica que os prêmios recuaram um pouco, enquanto o dólar subiu, o que acabou resultando em melhores indicações no físico. Ainda assim, o movimento não se traduziu em grandes volumes negociados. Na safra nova, algumas fixações ocorreram, mas de forma limitada.
Os preços da soja foram impulsionados principalmente pelo otimismo com a retomada das compras chinesas de soja americana, após declarações do presidente dos EUA sobre retomada de negociações. Esse movimento nos futuros em Chicago refletiu no mercado físico brasileiro, contribuindo para a valorização das cotações, apesar da falta de grandes ofertas no mercado local.
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado foi impulsionado pelo sentimento de recuperação da demanda chinesa pelo produto americano e pelos números acima do esperado de esmagamento nos Estados Unidos em outubro.
Na sexta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a China vai voltar a comprar soja e outros produtos agrícolas norte-americanos. Foi o suficiente para elevar os preços, após uma sessão anterior de decepção com o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e com a recapitulação das vendas diárias durante a paralisação do governo dos EUA.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 227,647 milhões de bushels em outubro, ante 197,863 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 209,522 milhões. Em outubro de 2024, foram 199,943 milhões de bushels.
As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.176.307 toneladas na semana encerrada no dia 17 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 1.124.668 toneladas.
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 32,75 centavos de dólar, ou 2,91%, a US$ 11,57 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,63 1/4 por bushel, com avanço de 27,25 centavos de dólar ou 2,39%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 8,30 ou 2,57%, a US$ 330,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 51,14 centavos de dólar, com ganho de 0,99 centavo ou 1,97%.
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,67%, sendo negociado a R$ 5,3317 para venda e a R$ 5,3297 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2949 e a máxima de R$ 5,332.
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