As imagens de satélite desta segunda-feira já indicam o cenário que o Paraná deve enfrentar ao longo do dia: chuvas intensas e persistentes. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, o estado será o principal foco das precipitações no curto prazo. Até o início da manhã, porém, não havia registro de tempestades severas ou danos significativos.
O comportamento das chuvas nesta semana tende a seguir o padrão já antecipado por Santos nos últimos alertas. A instabilidade deve avançar por uma ampla faixa do país, abrangendo desde a Bolívia e Paraguai até estados brasileiros como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Apenas o extremo sul do Rio Grande do Sul deve permanecer com tempo mais firme no início do período.
Em paralelo à instabilidade no Centro-Sul, a região Norte também registra sinais de umidade mais organizada. Para Santos, a “grande notícia da semana” é a retomada das chuvas em áreas do Mapitoba, com previsões de volumes relativamente bons por volta do feriado de 20 de novembro. Ele acrescenta que novas frentes devem se formar e reforçar linhas de instabilidade ao longo do fim de semana.
O meteorologista afirma que, após mais de um mês de espera, o padrão climático começa a se reconfigurar. O cenário indica que os maiores volumes devem migrar para as regiões centrais e norte do país, reduzindo a frequência das precipitações no Sul. “Existe a possibilidade de começar a trazer um pouco menos de chuvas sobre a Argentina, Uruguai, Paraguai e Rio Grande do Sul”, explicou.
A mudança no comportamento da atmosfera está associada ao avanço da La Niña, que ganhou força nas últimas semanas. De acordo com Santos, o fenômeno já influencia a redistribuição das faixas de umidade pelo país. “Ela tiraria a pressão de chuvas no Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, e colocaria essas chuvas na faixa norte do Brasil”, afirmou. A tendência é que os corredores de umidade se posicionem cada vez mais sobre o Centro-Norte, o que deve resultar em períodos mais longos sem chuva na metade sul do Rio Grande do Sul. Ainda assim, não há indicativo de estiagem prolongada.
Fonte: Pedro Diniz Carneiro – Safras News
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