Por Argemiro Luís Brum
As cotações do trigo, em Chicago, pouco subiram nesta semana. Na verdade estiveram em forte estabilidade, com o primeiro mês fechando a quinta-feira (13) em US$ 5,35/bushel, o mesmo valor do fechamento de uma semana antes.
O mercado aguardava, sem surpresas, o novo relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado neste dia 14/11 e que iremos analisar no próximo boletim. Assim como no caso da soja e do milho, o retorno das estatísticas oficiais estadunidenses devem dar um norte ao mercado, evitando as especulações exageradas.
Aqui no Brasil, os preços do trigo voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, com o produto de qualidade superior ficando em apenas R$ 55,00/saco, enquanto o preço no Paraná se estabilizou entre R$ 64,00 e R$ 66,00/saco.
O avanço da colheita gaúcha, com bom rendimento e qualidade, vem derrubando os preços do cereal, enquanto houve quebra parcial no Paraná. Os preços pagos aos produtores estão bem abaixo do preço mínimo e o governo iniciou um processo de leilão de PEP e de PEPRO, porém, para volumes muito pequenos. Lembrando que o valor mínimo estipulado pela Conab é de R$ 78,51/saco de 60 quilos. Ou seja, no Rio Grande do Sul o mercado pratica preços 30% abaixo do mínimo, neste momento, e no Paraná entre 16% e 18,5% abaixo.
Por sua vez, enquanto a Conab aponta uma possível produção final de trigo de 7,7 milhões de toneladas no país, a iniciativa privada (StoneX) indica 7,35 milhões neste momento.
Enquanto isso, a colheita no Paraná chegou a 92% (cf. Deral) da área nesta semana, enquanto no Rio Grande do Sul a mesma atingia a 60% da área, contra 77% na média histórica (cf. Emater).
E como era esperado, a rentabilidade dos produtores está baixa, especialmente no Rio Grande do Sul. Segundo a Fecoagro, “um produtor que colheu 50 sacos por hectare, teve resultado negativo de 11 sacos de trigo se vender essa produção a R$ 56,00 por saco”. Como o preço já caiu para R$ 55,00/saco, o prejuízo é ainda maior. Lembrando que a Conab estima uma produtividade média gaúcha de 52,9 sacos/hectare, o que não ajuda muito diante da realidade dos custos de produção elevados.
Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).
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