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Desempenho histórico impulsiona novo ciclo do milho em Santa Catarina – MAIS SOJA


Mesmo com expectativa de produtividade um pouco menor, a produção total deve alcançar 2,25 milhões de toneladas, volume inferior ao do último ciclo, mas ainda considerado positivo. Até o momento, cerca de 60% da área prevista já foi semeada no Estado. As chuvas regulares têm favorecido a germinação, porém o frio persistente e a baixa luminosidade têm retardado o desenvolvimento das plantas na fase vegetativa.O analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, destaca que a recuperação da área de milho em Santa Catarina está diretamente ligado ao bom desempenho das lavouras na safra 2024/25. “Tivemos uma produtividade recorde, de 9,7 t/ha na primeira safra, a melhor da série histórica em Santa Catarina. As condições climáticas foram muito favoráveis e a incidência da cigarrinha reduziu significativamente”, explica Haroldo.

Mercado mostra estabilidade com tendência de alta nos preço

No mercado, o cenário segue de estabilização com leve viés de alta nos preços, apesar da grande oferta proveniente da segunda safra brasileira e da colheita nos Estados Unidos. A recuperação mais consistente dos valores dependerá do ritmo das exportações e da demanda interna para a produção de rações e etanol.Segundo o analista, os preços também contribuíram para o resultado positivo. “Os valores se mantiveram favoráveis até o início de abril, chegando a superar os R$ 70 por saca. Com a confirmação de boas safras no Brasil, na Argentina e, principalmente, nos Estados Unidos, houve um recuo — em julho e agosto os preços caíram para cerca de R$60, patamar que se mantém até hoje”, acrescenta Haroldo.

Em relação ao milho destinado à silagem, há previsão de aumento de 1,03% na área cultivada. Até o dia 10 de outubro, aproximadamente 63% das lavouras estimadas já estavam plantadas. Embora o zoneamento agroclimático tenha permitido o início da semeadura em agosto no Extremo-Oeste e no Sul catarinense, as baixas temperaturas e a pouca luminosidade em setembro e início de outubro atrasaram o plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras.No vídeo abaixo o analista da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, explica que os períodos de estiagem no Oeste catarinense podem afetar o rendimento das lavouras em fase de florescimento.

agro.mt

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